Por administrador em 31/ago/2011

Somos fortes, somos CUT!



Depois de 28 anos, ainda continua acesa a esperança de transformação do Brasil em um país mais justo através da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em sessão solene realizada pela deputada distrital do PT e ex-presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga, ex-dirigentes da Central falaram sobre a experiência de dirigir a CUT e a importância da entidade sindical para a construção de uma sociedade igualitária.

Com o Plenário da Câmara Legislativa do DF lotado de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, a deputada Rejane Pitanga, que presidiu a CUT-DF de 2006 a 2010, definiu a Central como “a mais bela experiência de organização dos trabalhadores e trabalhadoras”. “Me sinto filha da CUT. Estar lá foi fundamental para minha formação como mulher, mãe, militante e deputada atuante”, afirmou.

O deputado distrital também do PT, Chico Vigilante, o primeiro presidente da CUT-DF, lembrou todas as histórias vividas na Central: as longas viagens de ônibus, os finos colchonetes estendidos em escolas que se tornavam alojamento de militantes, os desafios de organizar uma greve, a saída do anonimato, o risco e a realidade da prisão.

Jacy Afonso, que presidiu a Central nos anos 90 e hoje é secretário de Organização Política Sindical da CUT Nacional, afirmou que a Central mantém, ainda hoje, sua ideologia: autonomia da classe trabalhadora, a unidade da classe trabalhadora, a democracia plena. Também participou da sessão solene a primeira mulher presidente de uma CUT estadual em todo o Brasil, Elzira Maria do Espírito Santo. Para ela, para dirigir a Central é essencial ter como princípio e objetivo a defesa da classe trabalhadora.

O atual presidente da CUT-DF, José Eudes de Oliveira, lembrou que dirigir uma central sindical do porte da CUT – a maior da América Latina – é tarefa difícil, mas compensadora. Também homenagearam a CUT na sessão solene os deputados distritais Olair Francisco (PT), Wasny de Roure (PT), Chico Leite (PT); o deputado federal Roberto Policarpo (PT); a diretoria do Sinpro e de outras dezenas de sindicatos da base da CUT-DF.

História

A CUT – Central Única dos Trabalhadores – foi fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Naquele momento, mais de cinco mil homens e mulheres, vindos de todas as regiões do país, lotavam o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e imprimiam um capítulo importante da história.

CUT: a maior central do Brasil e a mais representativa

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é uma organização sindical brasileira de massas, em nível máximo, de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.

Presente em todos os ramos de atividade econômica do país, a CUT se consolida como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo, com 3.438 entidades filiadas, 7.464.846 trabalhadoras e trabalhadores associados e 22.034.145 trabalhadoras e trabalhadores na base.

Princípios

A CUT defende a liberdade e autonomia sindical com o compromisso e o entendimento de que os trabalhadores têm o direito de decidir livremente sobre suas formas de organização, filiação e sustentação financeira, com total independência frente ao Estado, governos, patronato, partidos e agrupamentos políticos, credos e instituições religiosas e a quaisquer organismos de caráter programático ou institucional.

Estrutura

A CUT se organiza em dois níveis:

Organização Horizontal:

Além da estrutura nacional, a CUT está organizada em todos os 26 estados e no Distrito Federal. São as CUTs estaduais.

Organização Vertical:

Organizações sindicais de base e entidades sindicais por ramo de atividade econômica: sindicatos, federações e confederações.

A Central também conta com organismos para o desenvolvimento de políticas específicas e assessoria: Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), Instituto Observatório Social (IOS), Instituto Nacional de Saúde no Trabalho (INST), além de sete Escolas Sindicais e uma Escola de Turismo e Hotelaria.

(com informações da CUT-DF)

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