Por administrador em 08/set/2010

Secretaria de Educação se recusa a passar verba à Escola Classe 67



A Escola Classe 67 de Ceilândia foi inaugurada em 2009, tem um amplo espaço físico, ótima infra estrutura, salas novas, condições para oferecer educação de qualidade a centenas de crianças que moram na comunidade carente, mas sofre com a falta de apoio da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Segundo a direção da EC 67, desde a inauguração a Secretaria de Educação ainda não depositou o dinheiro que deveria ser utilizado pela escola na compra de material pedagógico e para montar as salas de pesquisa e biblioteca. Sem a verba, que é direito das escolas públicas do DF, faltam livros de literatura e didáticos, material pedagógico, pincel atômico. Além disto, a máquina de xerox está quebrada, a sala de informática não tem nenhum computador (foto), livros defasados na biblioteca, a sala de ciências não conta com o material básico para as aulas, a quadra poliesportiva não possui cobertura e arquibancadas, dentre outros problemas.
Segundo Alecsandro Azevedo, diretor da escola, o problema está no não recebimento do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), recurso que deveria ter sido repassado pela Secretaria de Educação e que é utilizado para manter as escolas públicas. “Em janeiro tínhamos R$ 168 mil a receber, diminuíram o valor em R$ 39 mil e agora dizem que temos direito a apenas R$ 9 mil. Mês passado fui à Regional de Ensino e disseram que a escola não receberia porque não tínhamos cumprido com todas as exigências que a Secretaria exige, sendo que provei que tudo estava regularizado”, argumentou Alecsandro.
A falta de recursos tem forçado que os professores comprem materiais com o próprio dinheiro para ter condições de dar aula. “Como faltam recursos básicos para a escola, às vezes ficamos impossibilitados de desenvolver alguma atividade pela falta de material. Isto acontece desde a inauguração da escola e para os alunos não ficarem ainda mais prejudicados compramos algumas coisas do próprio bolso”, revela a professora Valdetina Lisboa Ribeiro, do 1º ano.
Já os pais dos estudantes reclamam da situação e dizem que são os filhos quem mais sofrem. Risomar Rita Fernandes dos Santos, mãe de duas alunas do EC 67, diz que às vezes a direção pede alguma coisa, mas muitos não têm condição de ajudar. “Nós tentamos ajudar naquilo que é possível, mas como somos de uma comunidade carente, ficamos sem ter como comprar muita coisa. É uma pena o que estes meninos tem passado porque esta escola é grande e boa, mas não tem infra-estrutura para que nossos filhos tenham uma boa qualidade de ensino”, lamenta Risomar.

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