Por administrador em 19/abr/2013

MST promove ações em Brasília durante o chamado “Abril Vermelho”



Desde o começo do mês de abril, o Movimento Sem-Terra (MST) promove diversas ações, no Distrito Federal, na jornada nacional pela Reforma Agrária nos estados. A luta, denominada “Abril Vermelho”, denuncia a paralisação do processo de criação de assentamentos, causada pela lentidão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pela intervenção do Poder Judiciário no andamento dos processo de desapropriação.

Na próxima segunda-feira (22), a partir das 14h30, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2012, no acampamento do MST Hugo Chávez, ao lado do Incra. O relatório concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais, e pelos povos tradicionais, em todo o país. No dia 23 de abril, haverá uma audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para entregar a publicação e discutir sobre a violência e a impunidade dos crimes no campo.

No começo de abril (7/4), cerca de 350 famílias ocuparam a Fazenda Jatobazinho, próximo a Brazilândia. Segundo os Sem Terra, mil hectares de terra da área é grilada para especulação imobiliária. Na segunda (15/5), cerca de 700 pessoas, entre autoridades e militantes da causa da reforma agrária, participaram da audiência pública na Câmara Legislativa do DF que abriu a 1° Semana Distrital de Luta pela Reforma Agrária e de Disseminação de Formas Não Violentas Para Resolução de Conflitos.

Neste mesmo dia, cerca de 200 famílias do MST ocuparam o prédio da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em função da paralisação das pautas da Reforma Agrária em nível nacional e, sobretudo, da histórica negação dessas políticas no DF. Após a ação, representantes do MST se reuniram com o governo em uma audiência de negociação.

Na quarta-feira passada (17/4), dia que marca os 17 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, o MST realizou mobilizações em memória dos 21 Sem Terra assassinados em 1996 no Pará e pela realização da Reforma Agrária. Cerca de 500 integrantes do MST marcharam pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF), realizaram um protesto em frente ao STF e no Ministério da Justiça.

No mesmo dia, participaram de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal sobre a impunidade e violência no campo, onde foi feita uma homenagem aos mortos do Massacre de Eldorado dos Carajás. No final da manhã, o MST fez a doação de duas toneladas de alimentos para a população, na Rodoviária do Plano Piloto, todos provenientes dos assentamentos e acampamentos do DF e Entorno para mostrar que a Reforma Agrária produz comida com qualidade, sem o uso de agrotóxicos, e em quantidade.

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