Por administrador em 04/nov/2014

Professora publica romance sobre as dificuldades e o desejo de estudar



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“Eu sei ler e escrever” é uma história verídica temperada com alguma ficção sobre a luta de algumas pessoas para ter acesso ao estudo, sobretudo, as meninas. A autora do livro, Divina Maria Pereira, conta a história de quem quer aprender a ler e a escrever e enfrenta todo o tipo de dificuldade para isso.

“Naquela época [primeira metade do século XX], quando eu era criança, por exemplo, tudo era muito difícil. Aprender a ler e a escrever era uma atividade cercada de dificuldades. Escrevi este romance com a intenção de contar a vida das pessoas que sofrem e lutam para aprender a ler e a escrever”, explica Divina, professora e inspetora de ensino aposentada da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

“As meninas sofriam mais porque, além de não terem recursos financeiros, os pais achavam que mulher não precisava estudar. Muitas vezes a pessoa que queria estudar tinha de enfrentar a vida sozinha, lá fora, até mesmo dificuldades financeiras”, lembra. Divina disse que a obra foi produzida com o objetivo de ser adotada nas escolas. Ela promete doá-la, com autógrafo, aos professores e professoras que se interessarem pelo produto.

O romance “Eu sei ler e escrever”, publicado pela Editora Biblioteca 24 Horas, foi um dos lançamentos da Bienal do Livro no ano passado e está à venda na Livraria Cultura, do shopping Casa Park, em Brasília. Os interessados em adquiri-lo poderão também obtê-lo pelas mãos da própria autora, pelo telefone 3356-7622 ou pelo e-mail md.divina@hotmail.com.

Divina tem dois romances e um livro de contos publicados. Ela participa, ainda, com seus textos, de obras escritas em parceria com outros autores. No seu portfólio de escritora, destaque para obras premiadas, como, por exemplo, o seu primeiro romance intitulado “Tição de Brasília”, que recebeu o Prêmio Incentivo Funcional, da Secretaria de Educação. Também foi premiada, na época em que o Sinpro-DF fazia a seleção de contos, com o conto “Demônio Infantil”.

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