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Criança que não estuda e brinca também é “desaparecida”

Há seis meses os amigos de Jonas, de 10 anos, não o veem mais na sua escola, no interior de Santa Catarina. Ele agora trabalha todo dia no mercadinho. Clara, 11 anos, não pode mais brincar com suas bonecas. Os únicos brinquedos com os quais tem contato todo dia são os que ajuda a fabricar em uma pequena oficina, no Rio de Janeiro. O professor de Pedro também nunca mais viu o garoto, que agora vende panos de prato em faróis no centro de Belo Horizonte.

Histórias como essas são comuns em todo o País, na sua cidade, no seu bairro. São meninos e meninas que têm família, mas estão perdendo sua infância a cada dia e, se nada for feito, o futuro não será promissor. Por isso a organização não governamental Aldeias Infantis SOS Brasil [1] lança a campanha Infâncias Perdidas.

A organização, que não tem fins lucrativos, quer chamar a atenção para os milhões de crianças, adolescentes e jovens que já perderam, ou que estão perdendo, sua infância em razão da exploração do trabalho infantil. Segundo indicadores do IBGE (Pnad – 2012), cerca de 3, 5 milhões de crianças, adolescentes e jovens com faixa etária entre 5 e 17 anos estão submetidos ao trabalho infantil.

A campanha conta com o apoio de diversos meios de comunicação, e a editora Confiança (que publica CartaCapitalCarta na Escola e Carta Fundamental) participa deste movimento, produzindo conteúdo editorial especial para a causa. Ao longo das próximas semanas, você verá o material da campanha no site de CartaCapital, nas nossas redes sociais e também nas páginas das três revistas.

 

Afinal, o que é a Aldeias Infantis SOS Brasil?

A história da organização Aldeias Infantis SOS [1] começou em 1949, na Áustria, acolhendo órfãos da Segunda Guerra Mundial. Hoje está em 133 países, atendendo 2,2 milhões de crianças, adolescentes e jovens e suas respectivas famílias. A organização trabalha em nosso país há 46 anos e já atendeu mais de 120 mil crianças, adolescentes e jovens em seus programas de Acolhimento e Fortalecimento de Vivência Familiar.

Desenvolve 22 programas [2] em 12 estados e no Distrito Federal, e foi eleita uma das organizações titulares Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência no Brasil. Criado em 1991, o conselho reúne representantes de diferentes esferas do governo e da sociedade civil e é o guardião do Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo que ele seja aplicado.

Pela importância da campanha Infâncias Perdidas e pelo histórico de seriedade da Aldeias Infantis [1], a editora Confiança decidiu entrar nesse mutirão em prol do futuro do nosso país.

E a boa notícia é que você também pode ajudar a melhorar esse cenário. Clique aqui [3], colabore com a campanha e saiba mais sobre as iniciativas da Aldeias Infantis SOS Brasil contra o trabalho infantil. Entre nessa corrente positiva para que nenhuma infância seja perdida.

(Da Carta Capital)