Por administrador em 25/fev/2014

Check-up da educação básica reflete gargalo no 1º ano do ensino médio



O governo federal comemorou nesta terça-feira a tendência de adequação do fluxo dos alunos do ensino fundamental, a partir da política que evita a repetência de alunos. A mudança do ensino fundamental para o médio, no entanto, mostra uma tendência de abandono escolar.

O Censo da Educação Básica 2013 aponta uma redução de matrículas no ensino fundamental, dado que é considerado bom pelo Ministério da Educação (MEC), pelo fato de haver menos repetência nesta fase do ensino. “É considerada uma queda boa porque temos de um lado um movimento demográfico e ao mesmo tempo temos uma melhor desempenho do aluno e uma menor retenção no sistema”, explicou o ministro da Educação, Henrique Paim.

Em 2013, foram identificadas 13,3 milhões de matrículas nos anos finais do ensino fundamental, que compreendem do 5º ao 9º ano. Em 2007, por exemplo, o número de matrículas era de 14,3 milhões. Se a adequação ao fluxo sugere uma elevação no ingresso ao ensino médio, os gráficos do censo não parecem refletir o cenário. De 2007 a 2013, o número de matrículas ficou praticamente estável, passando de 8,369 milhões para 8,312 milhões.

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Francisco Soares, explica que a diferença nos números não implica necessariamente evasão. Parte dos alunos se matriculam na educação de jovens e adultos (EJA) ou no ensino profissionalizante. No entanto, ele reconhece que o primeiro ano do ensino médio ainda é um desafio na educação por, entre outros motivos, o número elevado de repetência, que tende a desmotivar os alunos a continuarem sua formação escolar.

“O ensino médio é um problema histórico que está mudando. As taxas de aprovação no ensino médio, principalmente no primeiro ano, estão em torno de 70%. Esse é o gargalo”, afirmou Soares.

Aumenta oferta de ensino integral

A exemplo do ensino fundamental, a educação básica como um todo aponta tendência de queda no número de matrículas, motivadas mais uma vez pela redução demográfica brasileira associada a menor repetência. Mesmo assim, o universo de alunos da pré-escola ao terceiro ano do ensino médio – incluindo ensino técnico profissionalizante – chega a 50 milhões. O total de matrículas é maior do que a população de Argentina, Paraguai e Uruguai juntos.

O governo destacou que de 2010 a 2013, cresceu em 139% o número de matrículas em educação integral no ensino fundamental. Com turno mínimo de sete horas-aula, essa modalidade de ensino ganhou as graças da presidente Dilma Rousseff, que afirma que é característica de países desenvolvidos educação ofertada por mais horas.

Atualmente, o número de estudantes matriculados nesse tipo de escola chega a 3,1 milhões.  O turno complementar é destinado a oferecer mais tempo de ensino em disciplinas fundamentais, como Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, mas parte do tempo é destinado ainda a atividades extracurriculares, como atividades culturais e esportivas.

 

Fonte: Terra/Educação

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