Por administrador em 29/set/2011

Ato reúne milhares na Praça do Buriti. Comissão de negociação é recebida pelo GDF



Cerca de três mil professoras e professores se reuniram na Praça do Buriti  no Ato Público promovido pelo Sinpro com o tema: “a Educação Não Pode Esperar”. Eles protestaram contra a demora do governo em  atender às reivindicações da categoria.

A comissão de negociação  foi recebida pelos secretários, Paulo Tadeu, de Governo, de Educação, Denílson Bento e de Administração, Wilmar Lacerda, uma vez que o governador Agnelo Queiroz está viajando. A reunião foi intermediada pela deputada Rejane Pitanga e pelo presidente da CUT, José Eudes. Além da Comissão de Negociação do Sinpro, também participaram representantes dos concursados aprovados em 2010.
Na oportunidade a comissão entregou uma carta cobrando agilidade para os seguintes itens: o envio o quanto antes do projeto de Gestão Democrática, que deveria chegar à Câmara Legislativa até o dia 30 de junho,  o Plano de Saúde que deveria ser apresentado aos servidores no dia 30 de julho, a aceleração das discussões sobre o Plano de Carreira, que deverá ser encaminhado à Câmara até o dia 30 de setembro e a convocação de concursados.
O governo reafirmou seu compromisso com a educação pública  e disse que apesar das dificuldades impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal,  existe o empenho em atender o pleito dos professores. Sobre o Plano de Saúde o governo informou que pretende encaminhar para o sindicato nos próximos dias a proposta para ser avaliada junto à categoria.

Sobre o projeto de Gestão Democrática, o GDF informou que foi concluída a avaliação jurídica e o projeto será encaminhado nas próximas horas para a CLDF. Nesta sexta-feira(30) a Diretoria Colegiada do Sinpro estará reunida para analisar a proposta. Por enquanto o Sinpro não foi chamado para discuti-lo com o Governo.
O secretário de governo, Paulo  Tadeu se comprometeu a agilizar o processo  de discussão do Plano de Carreira do Magistério. Como essa etapa é para debater a tabela salarial ele afirmou que a negociação terá participação da área econômica do governo. Afirmou ainda que  entende como legítima a reivindicação dos professores de lutar pela isonomia com a carreira médica.

Sobre os aprovados no último concurso da SEEDF, o secretário Denílson Bento  disse que diante da carência existente será feito um remanejamento dos professores que hoje estão em funções administrativas para suprir as carências emergenciais.

Paulo Tadeu se comprometeu a garantir  a convocação prevista no edital de convocação( eram 400, mas muitos não tomaram posse, ele disse que pretende completar o número previsto) e disse que pretende abrir uma programação para garantir que os aprovados sejam todos convocados no próximo ano. Ele reconhece que o modelo de contratação temporária deve ser revisto, para evitar desrespeitos aos direitos dos trabalhadores.
O Sinpro convoca todos os professores para uma assembleia no próximo dia 18 de outubro, com paralisação, para analisarmos o andamento das negociações e debates. Sabemos que todas as conquistas dependem da nossa luta e união e por isso vamos intensificar a mobilização para garantir conquistas.

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