Sinpro repudia matéria da TV Globo que insinua mudança no Conselho do INAS em resposta a crises no Instituto
Em meio às denúncias veiculadas sobre a gestão do GDF Saúde INAS, uma alteração publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na última terça-feira (17/3) virou alvo de uma interpretação que o Sinpro classifica como, no mínimo, irresponsável. Uma matéria veiculada pela TV Globo insinua que a substituição da então conselheira Ana Cristina, ex-diretora do Sinpro, do Conselho Administrativo do Instituto, foi em resposta a crises no INAS.
O decreto do governador Ibaneis Rocha promoveu a substituição de alguns membros do Conselho, retirando a então conselheira Ana Cristina para dar lugar a Caio Romão, ambos ligados ao Sinpro.
O que seria um trâmite administrativo corriqueiro ganhou contornos de escândalo na abordagem da reportagem. A emissora insinuou que a troca na cadeira do conselho seria uma consequência direta das polêmicas e supostas irregularidades que vem apontando nos últimos dias envolvendo o plano de saúde dos(as) servidores(as).
O Sinpro informa que a verdade é muito mais simples e transparente: a saída de Ana Cristina do colegiado não tem qualquer relação com os problemas administrativos do INAS, mas sim devido ao fim do seu mandato à frente da representação sindical.
“Ao contrário do que a reportagem quer fazer parecer, essa não foi a primeira mudança e nem será a última. Desde que a atual diretoria do Sinpro assumiu, dois membros desse conselho — Fernando e a própria Ana Cristina — foram substituídos por um motivo muito claro: eles não fazem mais parte da composição da atual direção do sindicato”, explica a entidade.
Atualmente, os membros titulares que representam o Sinpro no Conselho Administrativo são as diretoras Élbia Pires e Fatinha. Na suplência, atuam Caio Romão, Vitor Ungaro e Carlos Marciel. A substituição publicada pelo governador Ibaneis Rocha, portanto, é apenas o reflexo burocrático dessa nova configuração, que já vinha sendo ajustada em outros momentos.
O Sinpro reforça que, desde a fundação do INAS e a instituição do seu Conselho Administrativo, a postura do sindicato sempre foi a mesma: fiscalizar, acompanhar e, quando necessário, denunciar irregularidades no plano de saúde. O papel do conselho é exatamente esse: ser um órgão de controle e vigilância, e não um escudo para a má gestão.
“Ao tentar inverter essa lógica e sugerir que a troca dos membros foi uma resposta aos problemas, a reportagem comete um desserviço à informação. Insinuar que estamos substituindo alguém por causa das denúncias é não entender — ou pior, deturpar — a função de um conselho fiscalizador. A troca foi feita regularmente, dentro do trânsito administrativo normal, e não tem absolutamente nada a ver com as polêmicas atuais”, rebate o sindicato.
Para o Sinpro, a tentativa de ligar os fatos soa como uma manobra para desviar o foco do que realmente importa: a apuração séria dos problemas do INAS e a responsabilização de quem, de fato, tem culpa — algo que o sindicato garante que continuará fazendo, dentro e fora do conselho.
