Sinpro promove festa para professores recém-empossados

“É muito emocionante chegar e me apresentar. Eu sou Ana Beatriz, e agora eu sou professora efetiva da Secretaria de Educação! Tenho muito orgulho de ter estado no comando de greve em 2025, que assegurou essa nomeação. Eu participei da luta para a minha própria nomeação. Agora, a luta é para zerar o banco de aprovados!”

A fala da professora Ana Beatriz, que a partir deste ano de 2026 será professora efetiva de Português do  CED 01 da Estrutural, deu o tom da festa de posse promovida pelo Sinpro no último sábado (7/2) a professores e professoras recém-empossados. O evento celebra uma das mais importantes vitórias da última greve da categoria. A prorrogação do concurso público de 2022 e a convocação de mais 3 mil pessoas no final de 2025 foi resultado de uma greve duríssima. O objetivo agora é zerar o banco de aprovados.

Um total de 2.200 pessoas tomaram posse no início deste ano. As 800 vagas restantes, tornadas sem efeito, deverão ser convocadas em breve.

Além de diretores e diretoras do Sinpro, estiveram presentes à festa os deputados distritais Gabriel Magno e Chico Vigilante, o deputado federal Reginaldo Veras e a deputada federal Érika Kokay, bem como dirigentes da CUT, CNTE e OIT.

 

Luta, vitória e festa

“Esta é uma posse festiva, mas também é político e cultural, pois somos seres políticos”, falou a diretora do Sinpro Márcia Gilda, e a seguir comentou o fim da greve de 2025 que garantiu a prorrogação da validade do concurso de 2022 e a convocação de mais 3 mil pessoas no final do ano passado: “Foi um fim de greve muito difícil, mas valeu a pena, pois hoje estamos celebrando mais 3 mil nomeações.”

“Um dos momentos mais emocionantes na carreira de uma professora é o dia de sua posse”, recorda a diretora do Sinpro e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação (CNTE), Berenice Darc, que completou “quando essa posse vem a partir da luta, o orgulho é maior. Foram 3 mil agora, e outros 5 mil em 2023, então, são 8 mil novos professores. Essas nomeações foram resultado de luta coletiva.”

Para muitos que tomaram posse no início deste ano, a luta já havia começado antes da convocação. Essa luta não acaba nunca, e acontece o tempo todo. O ex-dirigente do Sinpro e atual representante dos trabalhadores brasileiros na Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antônio Lisboa, contou de sua posse no dia 30 de abril de 1986: “era uma sexta-feira. No sábado, houve assembleia que convocou greve, e eu participei dessa greve com um dia de contratado.”

O deputado distrital Chico Vigilante completou: “Eu digo que vocês só estão nomeados e empossados porque esta diretoria teve a capacidade de negociar e fazer o trabalho que fez. A maioria das categorias não vão ter absolutamente nada. Quem arrancou do governo uma série de reivindicações foi a categoria do magistério”

O deputado distrital Gabriel Magno recordou os momentos de tensão no apagar das luzes do ano Legislativo de 2025, quando o governo Ibaneis disse que não iria enviar o PL das titulações para ser votado em 2025 pois não daria mais tempo: “a mobilização dos mandatos que defendem nossa categoria levou à votação do PL das titulações na penúltima sessão legislativa do ano passado, pois colocamos o governo sob ameaça de greve da educação no início do ano letivo.”

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, professor da rede distrital, lembrou de sua convocação, e da emoção que sentiu ao receber o telegrama da Secretaria de Educação do DF com sua nomeação. “Vem a emoção, a segurança de saber que o salário vai sempre cair no final do mês, a emoção de ter um emprego, e também a emoção de trabalhar pela educação pública.”

O deputado federal Reginaldo Veras, professor aposentado da SEEDF,  lembrou da importância de se votar em professores para representantes no Legislativo nas próximas eleições: “a gente tem lado, que é o dos trabalhadores.”

A dirigente da CNTE Rosilene Corrêa, também professora aposentada da SEEDF, aponta a importância de se votar em pessoas comprometidas com a luta de professores e professoras em prol da classe trabalhadora e em prol de educação de qualidade: “Quem nós queremos falando por nós e defendendo o país e a educação pública? Sabemos o quanto a educação sofreu durante o governo Bolsonaro e sofre nos dias de hoje aqui no DF. Votar certo é muito importante”, afirmou.