Sinpro e Comissão de Educação e Cultura criam comissão geral para debater o EducaDF

Em resposta aos constantes transtornos causados pelo sistema EducaDF (Diário Eletrônico) na rede pública de ensino, e a uma reivindicação aprovada pela categoria do magistério público em Assembleia Geral, o Sinpro e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio do deputado Gabriel Magno, estão criando uma comissão geral para debater os problemas da plataforma. Professores(as) têm reclamado das dificuldades técnicas e estruturais no uso da ferramenta adotada pela Secretaria de Educação do DF (SEEDF).

A Comissão Geral sobre o EducaDF se reunirá no dia 9 de abril, às 15h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para debater o tema. Serão convidados representantes da Secretaria de Educação e da equipe técnica responsável pelo desenvolvimento e gerenciamento do sistema, para que o debate ocorra de forma direta com os(as) gestores(as) da plataforma. A expectativa é de ampla participação dos profissionais da educação para fortalecer o debate e cobrar soluções efetivas para o sistema.

 

Falhas recorrentes no sistema

De acordo com a categoria, o sistema não está adaptado às diversas modalidades e especificidades da rede de ensino, apresentando falhas recorrentes que comprometem o trabalho pedagógico. “O que a gente tem ouvido muito nas escolas é que o EducaDF tem gerado muitos problemas para a categoria. Tem dificuldades técnicas, problemas no funcionamento e, principalmente, uma estrutura que não dialoga com a diversidade das disciplinas e das modalidades de ensino da nossa rede”, afirmou Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro.

Segundo ela, o sistema parece ter sido pensado de forma padronizada, ignorando a complexidade e a diversidade da realidade escolar. “A realidade pedagógica das escolas é muito mais diversa”, completou.

A Comissão Geral tem como objetivo reunir professores(as) e orientadores(as) educacionais para que possam relatar, de forma concreta, os problemas enfrentados no dia a dia com o uso do EducaDF.

A partir das discussões, a proposta é que a Comissão Geral sistematize um documento com os principais problemas apontados pela categoria e sugestões de melhoria. O material será encaminhado formalmente à Secretaria de Educação, à equipe técnica do EducaDF e, se necessário, ao Ministério Público.

“Essa comissão geral também é importante para organizar as críticas da categoria de forma coletiva e documentada, mostrando que os problemas são reais e precisam ser enfrentados”, destacou Letícia.