Sinpro-DF inicia Semana Paulo Freire com série sobre vida e obra

“Educar é comprometer-se com a vida”. Essa era o posicionamento do educador Paulo Freire diante da educação. Para contar essa trajetória no mundo do magistério, o Sinpro-DF inicia, nesta segunda-feira (14), a Semana Paulo Freire – 99 anos, dedicada às comemorações dos 99 anos de nascimento do educador e Patrono da Educação Brasileira. Ele afirmava que ler e aprender são condições essenciais para a cidadania autêntica e a transformação do mundo. Mais do que educador, Freire era professor, pesquisador, político e inovador.

Dedicou a vida à educação e levou seu método educativo aos cinco continentes. Atualmente, há cerca de 350 escolas e instituições ao redor do mundo com seu nome. Foi professor da Universidade de Harvard, durante o exílio imposto pela ditadura militar, e, quando voltou, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina.

Freire entendeu que a educação é um ato político que não pode ser divorciado da pedagogia. O método dele é o que mais atrai o(a) professor(a). Além de ato político, ele definiu a educação como um princípio principal da pedagogia crítica. Para ele, professores(as) e estudantes devem estar cientes das “políticas” que cercam a educação. Esclareceu que a forma como os(as) estudantes são ensinados e o que lhes é ensinado servem a uma determinada agenda política.

“O pensamento paulo-freiriano remete à dimensão política da educação enquanto ação libertadora”, afirma a professora de literatura Vera Fátima Gobbi Cassol, em seu curso sobre o livro “Ação cultural para a liberdade”. Durante o tempo que atuou na Harvard como professor, Freire consolidou algumas de suas obras clássicas. Todas atualíssimas. Nesta série de textos sobre vida e obra de Paulo Freire, que se inicia nesta segunda-feira (14) e vai sábado (19), data de aniversário de nascimento do educador, o Sinpro-DF mostrará momentos marcantes da sua vida que se confundem com a educação e dará sugestões de obras a serem lidas, as quais são seguidas, adotadas, respeitadas pelas melhores escolas, universidades e países do mundo.

A primeira sugestão de leitura é da obra “Ação cultural para a liberdade”. Essa obra, segundo Cassol, “apresenta uma proposta de educação preocupada com o engajamento do sujeito em sua realidade, em seu contexto, apreendendo-o e tornando-se capaz de, ao criticá-lo, iniciar sua compreensão e transformação”.

Ela afirma que, para Freire, “educar está longe da acomodação e da atitude acomodativa pela ação pedagógica. Educar é, desse modo, intrigar, desafiar, desacomodar, incomodar. Educar é agir de modo desafiador e perturbador diante da estrutura socioeconômica e cultural da sociedade de privilégios que vê o eu somente e, mesmo assim, não consegue atendê-lo em sua plenitude por assumir uma fantasia do real descomprometendo-se com a vida, a pessoa e a dignidade humana. Educar é comprometer-se com a vida”.

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