Sinpro comemora 37 anos com grande show no Parque da Cidade

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A chuva bem que tentou, mas não conseguiu tirar o ânimo das pessoas que compareceram à festa dos 37 anos do Sinpro, comemorados com grande show na Praça das Fonte, no Parque da Cidade, neste sábado (12).
Este ano, a novidade foi abrir a festa a quem quisesse participar. A diretora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Elaine Ribeiro, explicou que “nós sempre trabalhamos com festas voltadas exclusivamente para a categoria, mas há muitos anos vínhamos acalentando o sonho de fazermos uma festa aberta a todos, pois trabalhamos com estudantes, com as famílias dos professores e, em um local fechado, temos a limitação de espaço. Mas a grande intenção é levar o Sinpro à comunidade, pois o nosso diálogo mais visível [com a sociedade] sempre se deu em momentos de campanha salarial, de greve. É um diálogo ‘pesado’, vamos dizer assim, e fica a ideia de só nos comunicamos nesses períodos, o que não é verdade. O Sinpro é uma entidade que vai além, faz realmente parte da comunidade como um todo, e não seria diferente na hora de festejar uma data tão importante como esta”.
Atrações – Para celebrar os 37 anos, o Sindicato escalou um elenco de peso. No palco, Bonni & Belluco, Pato Fu, Arnaldo Antunes e Beth Carvalho – um time eclético, contemplando as principais vertentes do sertanejo, rock’n’roll, MPB e samba.
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Na abertura das apresentações, a dupla brasiliense Bonni & Belluco trouxe a pegada sertaneja, num show diferenciado, levando um estilo romântico, com base no modão – estilo caipira, que segue tendências de duplas sertanejas que fizeram sucesso no país. O clima era dos bailões românticos.
Para Belluco, foi uma ocasião especial. “A categoria dos professores é a que eu mais respeito no Brasil. É uma classe desvalorizada em vários aspectos, mas de uma importância fora do normal. Costumo dizer que os professores são os ‘terceiros pais’. Primeiro vem o pai, depois a mãe e, depois, os professores. Cantarmos aqui é um privilégio, ainda mais no meio de tantos artistas bacanas”, enfatizou.
“Nossa relação com o público de Brasília, com os professores, é a melhor possível. Temos uma gratidão enorme pela cidade, pois começamos nos bares da capital e o público nos acompanha desde então. Esta, inclusive, é a nossa terceira participação em festas do Sinpro”, lembrou Bonni.
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Após o showzão sertanejo, a banda mineira Pato Fu – formado por Fernanda Takai (voz), John Ulhoa (guitarras, teclados, violões e voz), Ricardo Koctus (baixo e voz), Lulu Carmargo (teclados) e Glauco Mendes (bateria) – fez a alegria da galera ao som do melhor rock alternativo.
“[As músicas mais recentes] têm um ritmo mais acelerado, com um teor maior de guitarras”, contou John Ulhoa, que se disse feliz com a recepção na festa do Sinpro. “O melhor é ver como as músicas realmente funcionam bem ao vivo. Posso dizer que os shows têm sido muito bons, mesmo com bastante música nova”. Sucessos como “Perdendo Dentes” e “Eu” também estiveram no repertório, para deleite dos mais saudosos.
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Para a vocalista Fernanda Takai a ideia da diretoria do Sinpro em abrir a festa para a comunidade foi muito positiva, pois “precisamos trazer todo mundo para esta mesma comunhão de artes, espetáculos e ideias, coisa que o Sindicato faz muito bem. Principalmente porque a gente insiste tanto na parceria entre escola e família. Eu sou muito entusiasta da ideia de que o investimento, fortalecimento e reconhecimento dos professores é o que vai fazer a grande diferença no nosso país; falamos, enfim, da formação das crianças. Se tivermos professores motivados, bem preparados, bem remunerados, teremos dado um passo enorme para moldar uma nova sociedade, com um futuro melhor. A gente não vai a lugar algum sem isto estar feito”.
O músico, compositor, ator, poeta, escritor, Arnaldo Antunes foi próximo a subir ao palco. “Estou muito feliz de estar tocando numa comemoração do aniversário do Sindicato dos Professores do Distrito Federal. Estou dando meu apoio para que a gente tenha um ensino cada vez mais valorizado”, disse ele.

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Já a cantora Beth Carvalho fez do seu show um passeio por suas obras durante seus 50 anos de carreira. A intérprete, que tem seu nome marcado na lista dos maiores ícones do samba, mergulhou no repertório desde seu primeiro sucesso, “1800 Colinas”, a canções que não saem do imaginário do público, como “O Show Tem que Continuar”, “Coisinha do Pai”, “Andança” e “Camarão que Dorme a Onda Leva”.
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Beth Carvalho enfatizou que foi uma honra encerrar a festa dos 37 anos do Sinpro. “Sou do tempo em que professor era mestre, então eu tenho um respeito enorme por essa categoria. Hoje em dia chamam de “tio” ou “tia”, e eu não concordo muito com isso. É o meu protesto”, disse, entre risos. A cantora prometeu para breve um novo disco, “abordando músicas inéditas ou fazendo uma homenagem aos 100 anos do samba”.
A diretora do Sinpro Rosilene Corrêa lembrou que “fizemos a festa dos 37 anos com a cara do Sindicato, que é esse Sinpro cidadão, sempre com um olhar para o todo – cuidando especialmente dos interesses da categoria e da educação pública, mas também lembrando que nós vivemos numa sociedade onde temos a obrigação desse olhar mais amplo. E o que fizemos hoje foi oferecer isso, ou seja, cultura à sociedade. Infelizmente tivemos o contratempo da chuva, mas a intenção foi essa: mostrar para a sociedade que o Sinpro, mais do que organizar a categoria para a luta (muitas vezes tendo que recorrer à greve), é um Sindicato parceiro e que entende que cultura é vida, é educação. Faremos outros atos e vamos continuar com este projeto que é o Sinpro para Todos”.
Fotos: Deva Garcia

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