Problemas na Subsaúde persistem e Sinpro cobra providências do GDF
Professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF têm lidado com recorrentes problemas no acesso ao atendimento em saúde. Entre as principais queixas da categoria estão dificuldades no agendamento de perícias médicas, demoras no reconhecimento de estabilidade provisória e entraves administrativos em diversos processos.
Os impasses estão vinculados ao Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), responsável pela gestão do plano de saúde dos servidores públicos do DF. Diante desse cenário, a Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu com a Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do DF (Subsaúde) na última sexta-feira (13/3) e cobrou agilidade e respostas efetivas às demandas da categoria.
Atualmente, a Subsaúde libera o agendamentos de perícias no Sistema de Atendimento de Perícia Médica (Siapmed) nas segundas, quartas e sextas, às 16h. Entretanto, o mecanismo não tem sido suficiente para atender às necessidades da categoria. O Sinpro lembrou, inclusive, que diversos profissionais com problemas de saúde têm sua condição agravada pela demora no atendimento e pelas demandas das escolas onde estão lotados.
O Sinpro também questionou a demora enfrentada pela categoria para obter respostas sobre os processos de restrição, e cobrou melhorias no protocolo. Diante das solicitações, a Subsecretaria reconheceu os atrasos e destacou que, ao ser colocado em restrição, é importante que o profissional abra imediatamente um processo de reavaliação da restrição para, em um prazo de 60 dias, ser convocado para o procedimento.
A morosidade dos processos de reconhecimento da estabilidade provisória para professores(as) em contratação temporária também foi levada à reunião. A Subsaúde assumiu o compromisso de resolver todos os processos que estão pendentes até o final de março, além de dar celeridade aos novos processos para professoras CTs que confirmarem gravidez.
“É inadmissível que essa situação continue. Estamos falando de profissionais adoecidos que enfrentam dificuldades para agendar perícias, obter respostas sobre processos de restrição e garantir direitos como a estabilidade provisória. Não é razoável que trabalhadores da educação tenham sua saúde agravada pela demora administrativa. São necessárias medidas urgentes para assegurar atendimento ágil e respeito aos direitos da categoria”, afirmou a diretora do Sinpro Élbia Pires.
