Todo apoio ao movimento estudantil
Historicamente, o movimento estudantil esteve presente em momentos estratégicos da história do Brasil. Foi resistência durante a ditadura militar que assolou o país por décadas e peça fundamental no processo de mobilização social pela redemocratização.
Organizados(as), os(as) estudantes também garantiram avanços para a própria educação. O segmento teve participação ativa em lutas pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), pela destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal a políticas educacionais, pela construção de ambientes escolares mais acolhedores e plurais, e outros avanços que fortaleceram a educação socialmente referenciada.
Assim como em outros momentos marcados por autoritarismo e repressão política no país, o movimento também sofreu — e sofre — perseguições. Mais recentemente, três estudantes do Movimento Kizomba foram processados pela vice-governadora do DF Celina Leão por exercerem o direito de manifestação, garantido pela Constituição Federal. O valor do processo é de R$ 30 mil.
A ação evidencia uma inversão de prioridades. Enquanto o DF enfrenta problemas estruturais nas áreas da educação, saúde, transporte e segurança, estudantes são alvos de medidas judiciais por manifestarem legitimamente.
O Sinpro manifesta total apoio aos estudantes e reforça o protagonismo do movimento estudantil para a construção de uma sociedade democrática. Destacamos também que a educação é fundamental para a construção de uma sociedade livre, democrática e plural, na qual todos(as) os(as) cidadãos(as) possam exercer o direito de manifestação, sem censura ou intimidação.
Diretoria Colegiada do Sinpro
