Sinpro convoca a categoria para a Marcha da Classe Trabalhadora em 15 de abril
O Sinpro convoca professoras, professores, orientadores e orientadoras educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal para participarem da Marcha da Classe Trabalhadora, com paralisação nas escolas. Com o tema “Educação pública, presente! Mais respeito e valorização para quem educa o Brasil”, a mobilização será realizada no dia 15 de abril (quarta-feira). A concentração ocorrerá a partir das 8h, no Teatro Nacional. A atividade conta com a participação de entidades da educação de todo o país, da CUT e de diversas centrais sindicais, e integra a jornada nacional de lutas em defesa de direitos e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público e da iniciativa privada.
O Sinpro informa que neste dia haverá paralisação nas escolas da rede pública do DF e destaca que a participação da categoria é fundamental. Defender a educação pública é defender o futuro do país. A marcha trará para o Distrito Federal a agenda unificada da classe trabalhadora, construída pelas centrais sindicais, com reivindicações do setor público e privado, como redução da jornada para 40 horas semanais, fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e fortalecimento da negociação coletiva no serviço público. Está prevista a entrega da Agenda da Classe Trabalhadora, com essas e outras pautas, ao governo federal e ao Congresso Nacional, para reforçar a pressão popular por avanços concretos.
No campo do serviço público, a mobilização denuncia o desmonte do Regime Jurídico Único (RJU), que abre caminho para a substituição de vínculos estatutários por contratações celetistas, além de permitir a criação de subsidiárias privadas por autarquias e fundações, fragmentando carreiras e enfraquecendo a estabilidade. Outro ponto central é a denúncia da privatização disfarçada, com a ampliação de parcerias público-privadas e o uso de organizações da sociedade civil, transferindo recursos públicos e a execução de políticas essenciais para o setor privado.
A pauta também alerta para o risco de perseguição a servidores públicos, por meio de mecanismos de avaliação e monitoramento que podem ser utilizados como instrumentos de pressão e punição política. Soma-se a isso a defesa da regulamentação da Convenção 151 da OIT, que garante o direito à negociação coletiva e à greve no serviço público — medida considerada urgente para estabelecer regras democráticas nas relações de trabalho no Estado brasileiro.
A marcha se posiciona ainda contra o aprofundamento da precarização e da privatização dos serviços públicos, incluindo o enfrentamento ao Decreto-Lei 200/67 e a rejeição à chamada “Lei Geral da Gestão Pública”, vista pelas entidades sindicais como uma reforma administrativa que pode ampliar o desmonte do Estado e comprometer direitos históricos dos(as) servidores(as).
O Sinpro reforça que é hora de fortalecer a unidade da categoria, ocupar as ruas e lutar por valorização, direitos e respeito. Participe! Mobilize sua escola. Vamos juntos e juntas à luta!
