Sinpro abre novas vagas para o curso ‘Libras em Contexto: práticas de conversação para profissionais da educação’
O Sinpro, por meio da Secretaria de Política Educacional, abriu novas vagas para o curso “Libras em Contexto: práticas de conversação para profissionais da educação”. Professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as) ou em regime de contratação temporária, da ativa ou aposentados, poderão fazer a inscrição para a atividade, que é gratuita e exclusiva para filiados. O(a) interessado(a) deverá comprovar, por meio de certificado, que possui habilitação do curso de libras em nível intermediário ou equivalente.
O curso será ministrado pela professora e doutora Olga de Freitas. O curso faz parte da formação continuada do Sinpro e conta para progressão na carreira. São 80 vagas que serão preenchidas por ordem de inscrição, segundo critérios de gênero, raça, diversidade e PCD, que precisam ser informados na inscrição.
A capacitação tem carga horária de 120 horas e será realizada de março a julho de 2026, no formato presencial, na sede do Sinpro (SIG). A aula inaugural será realizada na quinta-feira (19), às 19h30, e as demais acontecerão quinzenalmente, às quartas-feiras, também às 19h30. O cronograma pode ser conferido clicando aqui.
“O curso de Libras possui um imenso potencial de transformação social, especialmente em um país onde milhares de estudantes surdos chegam ao ensino fundamental sem ter tido contato significativo com a Língua Portuguesa ou com a própria Libras. Mais do que um instrumento de comunicação, o ensino da língua de sinais atua como uma ponte para a inclusão, pois reconhece e valoriza esses sujeitos, devolvendo-lhes a voz e o protagonismo”, ressalta o diretor do Sinpro Herbert Anjos.
Política de Estado
A iniciativa chega em um momento estratégico. Com a recente publicação do Decreto nº 12.686/2025, que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a centralidade da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no atendimento a estudantes surdos é reafirmada como política de Estado. No entanto, de nada adianta o avanço legal sem a devida preparação de quem está na linha de frente do ensino: o(a) educador(a).
“De que adianta termos a lei se o professor não consegue se comunicar com o aluno surdo dentro da sala de aula? A fluência em Libras não é apenas uma ferramenta técnica; é um instrumento de humanização e de garantia de aprendizado”, destaca a diretora do Sinpro Ana Bonina.

