Greve da educação em MG denuncia precarização e reivindica reposição salarial

Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam o seu mais irrestrito apoio à greve dos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais, organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindiUTE/MG), que teve início nesse dia de hoje (04/03) em toda a rede estadual de ensino.
A deflagração da greve é fruto da resistência e da luta legítima da categoria diante da negligência histórica do governo estadual de Romeu Zema (NOVO) em relação às demandas da educação pública. Os/as profissionais da educação, que diariamente constroem o futuro do Estado de Minas Gerais, reivindicam condições dignas de trabalho e valorização profissional, pautas que são fundamentais para garantir uma escola pública de qualidade para todos. Mas o governador privatista e neoliberal, que cortou os recursos para as tragédias ambientais que hoje se abatem sobre várias cidades do Estado, e tampouco usou os mais 3 bilhões de reais destinados pelo Governo Federal a este enfrentamento, não podia mesmo ter outra postura com a educação de seu povo e seus/uas educadores/as.
A categoria reivindica o cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional para todos os trabalhadores da educação e o reajuste salarial que assegure reposição das perdas inflacionárias acumuladas já acumuladas em 41,83%, correspondente às perdas de 2019 a 2025. Além disso, o conjunto dos/as trabalhadores/as em educação da rede estadual de ensino lutam por melhoria das condições de trabalho, incluindo infraestrutura adequada nas escolas e garantia de materiais pedagógicos. A defesa da escola pública, gratuita, laica e de qualidade, contra qualquer tentativa de precarização ou privatização, é bandeira histórica deste sindicato de luta e mais atual do que nunca, frente aos ataques recorrentes deste Governador que envergonha a todos/as os/as mineiros/as.
A greve dos trabalhadores em educação de Minas Gerais não é apenas uma luta corporativa, mas um movimento em defesa da sociedade mineira, que depende de uma educação pública forte para garantir cidadania, justiça social e desenvolvimento. Reafirmamos nossa solidariedade ao SindiUTE/MG e a todos/as os/as profissionais da educação que, com coragem e determinação, enfrentam a intransigência do governo e se colocam na linha de frente pela valorização da escola pública.
Educação não é gasto, é investimento. É greve porque é grave!
Brasília, 04 de março de 2026
Direção Executiva da CNTE
