Educadores se solidarizam com a greve do magistério municipal de Curitiba

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A educação pública é o pilar de uma sociedade justa e desenvolvida. No entanto, em Curitiba, esse princípio vem sendo sistematicamente negligenciado. Os/as educadores/as de todo o Brasil manifestam a sua mais irrestrita solidariedade às professoras e professores da rede municipal de ensino que, nesse dia 08 de abril, iniciam um movimento legítimo de greve em defesa de seus direitos e da qualidade do ensino.

Expressamos nosso total apoio ao conjunto da categoria e ao seu sindicato representativo, o SISMMAC. A decisão de cruzar os braços nunca é fácil para um/a educador/a, mas torna-se o último recurso quando o diálogo é substituído pela intransigência. Reconhecemos a coragem daqueles/as que estão nas ruas para garantir que a educação não seja tratada como gasto, mas como investimento.

É lamentável que a gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) mantenha uma postura de fechamento e falta de valorização real frente aos/às profissionais que cuidam do futuro da capital paranaense. A atual administração municipal tem falhado em múltiplos aspectos na condução dessa negociação: ignorar as perdas salariais históricas que corroem o poder de compra dos/as docentes é a principal delas, já que desconsidera a premissa basilar de justiça. Manter condições precárias de trabalho que sobrecarregam os/as profissionais e prejudicam o aprendizado dos/as estudantes também não pode ser subestimado pela gestão de qualquer ente federado do nosso país. E, por fim, mas não menos trágico, apostar na divulgação de notícias falsas para tentar jogar a sociedade contra os/as educadores/as só mostra o desespero da atual gestão, que recorreu à judicialização do movimento legítimo dos/as profissionais de ensino da cidade.

Apoiamos integralmente a pauta de reivindicações do magistério, que inclui: reposição salarial imediata e pelo fim das perdas inflacionárias; plano de carreira justo, para que o crescimento profissional seja uma realidade, não apenas uma promessa no papel; melhores condições de saúde e trabalho, com menos sobrecarga e mais respeito à saúde mental dos/as professores/as; e, não menos importante, a defesa da escola pública, por mais recursos e infraestrutura nas unidades escolares de Curitiba.

A luta dos/as professores/as é, acima de tudo, uma luta em defesa das famílias curitibanas e do direito de nossas crianças a um ensino público, gratuito e de qualidade. Pelo cumprimento imediato da pauta dos/as profissionais do magistério de Curitiba e pela valorização de quem ensina!

Todo apoio ao SISMMAC e ao conjunto da categoria que, nas ruas, terão êxito nesse movimento justo e legítimo em defesa da educação pública e das crianças de Curitiba.

Fonte: CNTE