Eape amplia debate sobre uso pedagógico dos jogos eletrônicos
Cada vez mais, os jogos e os e-sports eletrônicos têm se tornado parte do cotidiano dos estudantes. Nesse sentido e buscando ampliar o repertório de recursos pedagógicos utilizados por educadores(as) da rede pública do Distrito Federal, a Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) lançou um curso sobre o tema.
A iniciativa está em sua 4ª edição. A aula inaugural foi realizada nessa quinta-feira (30), no Laboratório de Inovação e Criatividade para Educação Básica (LabCrie) da Eape. A capacitação acontecerá de forma híbrida, com vivências presenciais e aulas online síncronas às quintas-feiras.
Segundo o professor David Leonardo Teixeira, o curso busca apresentar as possibilidades do uso dos jogos e e-sports eletrônicos como elemento de formação humana. Além disso, visa democratizar o conhecimento sobre o tema e aproximar o processo de ensino-aprendizagem a assuntos que integram o dia a dia dos estudantes.
Outro ponto abordado pela qualificação são as possibilidades de inserção do estudante no mercado de trabalho por meio dos games. “A gente faz um trabalho bem amplo para que seja possível entender a formação humana dos estudantes e a potencial construção de inserção desses jovens no mundo do trabalho voltado aos jogos e esportes eletrônicos, tecnologias e adjacentes”, disse David Leonardo.
A formação continuada também coloca em discussão a inclusão e o respeito às diferenças. Nesse contexto, são debatidos temas como gênero, combate ao machismo, à transfobia, ao capacitismo e a outras formas de opressão que se manifestam nos jogos eletrônicos, muitas vezes potencializadas pelo anonimato.
Pensando na proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual, o curso ainda faz uma abordagem sobre o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e sobre a classificação indicativa dos jogos. Nesse sentido, a capacitação contou com orientação de servidores do Ministério da Justiça, que apresentaram orientações e critérios sobre a questão.
“É fundamental trazer esse ambiente cultural com o qual os estudantes já convivem e no qual estão imersos, para identificar pontos de convergência com a educação e enfrentar as divergências que precisam ser mitigadas. Além disso, é importante alertar os alunos e toda a comunidade escolar sobre os problemas decorrentes do uso inadequado dos jogos eletrônicos, sobretudo em contextos marcados pelo anonimato”, disse David.
