Debates na Conferência das Cidades apontam caminhos para um Brasil mais justo

A CUT acompanhou nesta quarta-feira (25), em Brasília, os debates do segundo dia da 6ª Conferência Nacional das Cidades e reforçou a defesa da participação social na construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). O encontro segue até sexta-feira (27) e reúne representantes da sociedade civil, gestores públicos e especialistas de todo o país.
Ao longo da manhã e da tarde de ontem, os participantes discutiram propostas que vão integrar a PNDU, documento que deverá orientar programas federais e ações de estados e municípios na área urbana. As plenárias trataram de habitação, com foco na produção e melhoria de moradias urbanas e rurais, regularização fundiária e urbanização de favelas e periferias.
Também entraram na pauta saneamento ambiental, mobilidade urbana, sustentabilidade e enfrentamento de emergências climáticas. Outros painéis abordaram cooperação interfederativa e financiamento da política urbana, além de transformações digitais, acessibilidade tecnológica e segurança cidadã em territórios populares.
Essa última – segurança cidadã e acessibilidade tecnológica, além do enfrentamento ao controle armado em territórios populares – teve a participação de Renato Zulato, secretário-geral da CUT, que defendeu que inovação e justiça social caminhem juntas. Ainda, propôs uma mobilização regional voltada à geração de oportunidades, com foco na juventude.
“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou Renato.
Os debates nas plenárias têm sido intensos e marcados por conversas técnicas e políticas. As discussões partem de um texto-base mais genérico, que vem sendo aprimorado a partir das contribuições apresentadas nas salas temáticas.
Cada plenária reúne centenas de participantes, o que exige organização e cuidado na condução dos trabalhos para garantir a escuta qualificada das propostas e a construção do maior nível possível de consenso. O processo permite incorporar diferentes perspectivas — de segmentos sociais, regiões e contextos distintos — na consolidação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, reforçando o caráter participativo da conferência.
Ao todo, são oito plenárias simultâneas, cada uma dedicada a um eixo específico da política urbana.
Os debates da Conferência das Cidades indicam que é possível construir um país mais justo, democrático e comprometido com a redução das desigualdades urbanas. Encerrada essa fase, o próximo passo será a sistematização das propostas e a votação do texto final.
Fonte: CUT
