CUT e movimentos sociais convocam mobilização nacional pelo fim da escala 6×1

A CUT, sindicatos e movimentos sociais, além de organizações populares, convocam a sociedade civil para participar do Dia de Mobilização Nacional, nesta sexta-feira (20), pelo fim da escala 6×1 e em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. A atividade, que inclui panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas em diversas cidades do país está sendo organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT)
A mobilização foi definida em uma plenária dos movimentos, nesta terça-feira (17), como o início de Jornada de Lutas permanente em torno dessas pautas. A pauta, histórica da CUT, integra uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada que vem ganhando força na sociedade. A proposta conta com apoio do governo do presidente Lula e pode ser votada no Congresso Nacional já em maio.
Segundo pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo (15), 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, índice que representa crescimento em relação ao final de 2024.
Agenda de luta
A jornada de lutas também integra a construção da Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 15 de abril, em Brasília, e também se articula com as mobilizações do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.
A marcha terá como principais bandeiras a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, reforçando a pressão social para que as propostas avancem no Congresso Nacional.
Plenária de organização
O encontro foi convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além do Fórum das Centrais Sindicais e do Movimento VAT.
Durante o encontro, as organizações destacaram a importância da unidade nacional e da articulação nos estados para fortalecer a mobilização e ampliar o diálogo com a população.
Entre as deliberações, está a realização de um dia nacional de agitação e mobilização em 20 de março, com panfletagens, faixas e ações simbólicas em diversas cidades do país.
Impacto positivo na economia
A redução da jornada de 44 para 36 horas poderá criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%, o que contradiz os críticos da proposta, segundo pesquisa do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto de Economia da Unicamp.
O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores do país cumprem jornada superior às 44 horas semanais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A pesquisa revela ainda que 76,3% das pessoas ocupadas no Brasil têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% dos empregados trabalham entre 40 e 44 horas por semana.
Para a economista Marilane Teixeira, esses dados indicam que o brasileiro está entre os que mais trabalham no mundo e que a redução da jornada pode ter efeitos positivos para o conjunto da economia.
Mais informações sobre os atos serão divulgadas posteriormente*
Fonte: CUT
