CUT Brasília lançou Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições de 2018 nesta segunda (20)

O lançamento ocorreu no Teatro dos Bancários, a partir das 19h desta segunda-feira (20). Candidatos de vários partidos ao governo e a outros cargos dos Poderes Legislativos distrital e federal compareceram ao ato. A Plataforma CUT da Classe Trabalhadora para as Eleições 2018 reúne as demandas dos trabalhadores do Distrito Federal apontadas pelos sindicatos.
O presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, abriu o evento e disse que o material elenca as principais pautas, por segmento, e foi entregue a cada um dos candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). “Neste ato, trazemos o documento do qual destaco algumas coisas, como a implementação de salário mínimo regional baseado nos cálculos do Dieese e a geração de emprego e renda com Carteira de Trabalho assinada e estabilidade no DF, bem como a melhoria e a garantia da oferta de educação, saúde, segurança e todos os serviços públicos com qualidade para a população”, disse.
Rodrigues explicou que a Plataforma foi elaborada também para viabilizar a construção de uma relação mais igualitária entre o capital e o trabalho no DF e no Brasil. Agradeceu a presença dos candidatos e candidatas e informou que todas as candidaturas do DF foram convidadas e receberam uma cópia do documento. No evento, compareceram os candidatos ao GDF Júlio Miragaya (PT), Renan Rosa (PCO); Ibaneis Rocha (MDB), Keka Bagno (candidata à vice-governadora de Fátima Sousa – PSOL), Antônio Guillen (PSTU) e outros candidatos(as) a deputado(a) distrital, federal e a senador(a).
Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília, afastado para campanha eleitoral e anfitrião do Teatro dos Bancários, também fez um breve discurso, no qual declarou estar feliz e satisfeito com a presença de todos e todas. Lembrou da tradição de luta e conquistas do Sindicato dos Bancários na história da luta de classe do DF.
“O Sindicato dos Bancários, fundado em 1961, teve como fundador e primeiro presidente Adelino Cassis, que faleceu em 2011.Desde então o sindicato teve grandes e aguerridas lideranças sindicais que sempre estiveram na direção da CUT Brasília e também passaram pela presidência da Central. A CUT é o maior instrumento de luta da classe trabalhadora na América Latina”, disse.
Ele afirmou que a o conteúdo da plataforma é o espelho do que a classe trabalhadodra do DF espera para a capital do país e para o Brasil, tanto no Executivo quanto no Legislativo. “A plataforma significa o anseio da classe trabalhadora por menos desigualdades no DF e Entorno e que quem a assumir deverá tansformar o Distrito Federal e o Entorno em local de dignidade. E nós, do movimento sindical, iremos cobrar de quem assumi-la e, caso não cumpra, será cobrado por meio do enfrentamento”, alertou.
Britto disse que, para compor o documento, a Central realizou plenárias e assembleias participativas, bem como discussões nos coletivos, o que possibilitou uma audição o mais completa possível das entidades sindicais e cuidou para que todos os trabalhadores e trabalhadoras do DF fossem representados na coletânea.
Após Rodrigo Britto, os candidatos discursaram e puderam divulgar suas propostas para o GDF. Na avaliação dos dirigentes sindicais, os(as) eleitores(as) têm de ficar atentos para não ser enganados, como foram em 2016. “As eleições de 2018 não podem servir de apoio ao golpe como desejam os políticos, empresários e proprietários de meios de comunicação comprometidos com o golpe de Estado aplicado no país em 2016″, avisam. Eles alertam para o fato de que esse imenso grupo de políticos e empresários nacionais e estrangeiros que aplicaram o golpe buscam referendá-lo e consolidá-lo nas eleições deste ano.
Por isso, neste momento de aprofundamento do golpe, diante de toda a retirada de direitos, é preciso que a classe trabalhadora eleja candidatos que assumam o protagonismo na proposição de temas relevantes, em especial, no que se refere à garantia das conquistas trabalhistas e sociais. Por isso, a CUT Brasília lança uma plataforam que reafirma a Central e os seus sindicatos filiados como principais instrumentos de resistência e de luta da categoria no país”, Rodrigo Rodrigues.
Ao final do evento, os participantes se manifestaram com palavras de ordem, como “Lula livre!” e “Central Única dos Trabalhadores!”
Confira aqui o material na íntegra

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