CNTE defende adiamento do ENEM e repudia fala de Weintraub sobre a pandemia

Em decorrência dos transtornos causados pela pandemia do novo coronavírus, com escolas fechadas e alunos sem aulas presenciais, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende o adiamento da edição 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Na avaliação do presidente da CNTE, Heleno Araújo, os alunos precisam ter uma preparação adequada para prestar esse exame, mas nem todos terão acesso as aulas no isolamento social: “A maior parte dos alunos da escola pública não possui acesso à internet para continuar estudando a distância. Isso pode aprofundar desigualdades entre os que têm melhores condições e os que não têm”, pondera.

Além disso, a CNTE repudia a declaração do ministro da educação, Abraham Weintraub, que nesta terça-feira, 21, deu entrevista a uma rádio minimizando as mortes, dizendo que “menos de 40 mil iriam morrer de coronavírus”. Para Heleno Araújo, é mais uma declaração genocida, de um governo que não se importa com a vida das pessoas.

Repercussão

A deputada estadual de Pernambuco, Teresa Leitão, também criticou duramente o Ministério da Educação (MEC) e a atitude do ministro, alertando que “o Enem não se realiza num estalar de dedos e exige grande planejamento”.

“Weintraub, você deveria fazer como o ditado popular diz: chamar o seu presidente e pegar o beco”, declarou em vídeo o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha. O sindicalista destacou que o ministro deveria “assumir que no ano passado o MEC tirou mais de 5 bilhões da educação, inclusive dinheiro que iria para pesquisa”, ressaltou.

Assista ao vídeo publicado no Facebook: https://bit.ly/2xSRWvZ

Fonte: CNTE

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