Professores e servidores da EC 203 de Santa Maria fazem ato contra a violência nas escolas públicas do DF
Professores(as) e servidores(as) da Escola Classe 203 de Santa Maria realizaram um ato simbólico na manhã desta sexta-feira (8/5) em repúdio à violência no ambiente escolar. A manifestação foi motivada por um episódio ocorrido na última quarta-feira (6/5), quando uma professora da unidade foi agredida física e verbalmente pela mãe de um aluno.
Durante o ato, professores(as) e orientadores(as) educacionais seguraram uma faixa com a frase “Respeito é a base da educação”.
O Sinpro esteve presente no ato, reafirmando seu compromisso com a comunidade escolar e prestando total suporte à instituição de ensino e aos(às) educadores(as). O sindicato segue acompanhando de perto a situação.
Violência recorrente nas escolas públicas do DF
Infelizmente, casos como o registrado em Santa Maria não são isolados. Dados mostram que, somente nos primeiros quatro meses de 2026, mais de 50 ocorrências de agressão a educadores(as) foram registradas em escolas públicas da capital federal. Professores(as) relatam constante sensação de insegurança, com ameaças, invasões de sala e até depredação do patrimônio público.
O Sinpro tem atuado no combate à violência nas escolas defendendo segurança, acolhimento e na valorização da educação pública. O sindicato entende que a violência escolar vai além das agressões físicas, incluindo também violência psicológica, assédio, bullying e o adoecimento dos profissionais da educação.
Por isso, o Sinpro cobra investimentos em equipes multiprofissionais, implantação de um batalhão escolar com atuação nos portões e arredores das escolas públicas, apoio psicológico, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento do diálogo entre escola, família e comunidade. “Defendemos uma educação humanizada, baseada no respeito, na inclusão e na cultura de paz, reafirmando que proteger a escola pública é garantir um ambiente seguro e digno para toda a comunidade escolar”, defende o diretor do Sinpro Hamilton Caiana.
A violência contra a educação e os(as) educadores(as) é o resultado de uma política de desvalorização do educador e de fragilidade no acolhimento de conflitos escolares.
