Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reafirmam unidade e traçam agenda rumo a 2026

A Plenária Nacional das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reafirmou de forma contundente a unidade do campo popular em torno de uma agenda positiva para o Brasil. O encontro, realizado no último dia 4 de fevereiro, consolidou compromissos com a articulação das lutas sociais, a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da soberania nacional e da solidariedade internacional.
O encontro reuniu organizações populares, sindicais, estudantis, feministas e partidos políticos, estabelecendo consensos estratégicos sobre prioridades políticas, calendário de mobilizações e tarefas organizativas para o próximo período. O debate teve como pano de fundo a preparação política e social diante do desafio eleitoral de 2026.
Para Milton dos Santos Rezende, o Miltinho, secretário nacional de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, o encontro marca um novo momento de convergência política. “A unidade do campo popular é condição indispensável para enfrentar a extrema direita, avançar em direitos e disputar o futuro do Brasil”.
Segundo o dirigente da Central, as Frentes saíram do encontro com uma agenda política comum, “com calendário de mobilizações e tarefas concretas, apontando para um novo ciclo de organização, formação e luta, enraizado nos territórios e conectado às grandes disputas nacionais de 2026.”
Durante o encontro, os participantes organizaram os debates em eixos temáticos centrais:
Agenda de lutas
Durante a plenária, foram apresentados os principais pontos de uma agenda sindical unificada, com destaque para o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o enfrentamento à Reforma Administrativa e o combate às altas taxas de juros.
Também foi reforçado o convite às organizações para a grande mobilização nacional de 15 de abril, em Brasília, a Marcha da Classe Trabalhadora, com as pautas contra a Reforma Administrativa, pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1, redução das taxas de juros e taxação dos super-ricos.
Tarifa Zero
O encontro destacou a necessidade de construir um ato nacional unificado em defesa da Tarifa Zero, envolvendo todas as frentes como parte da mobilização popular.
Segurança pública
O debate sobre segurança pública foi tratado como tema central, especialmente diante do aumento do orçamento do setor em alguns estados. Foram denunciadas a ausência de delegacias 24 horas para mulheres em São Paulo, a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas e a autorização de escolas cívico-militares com recursos da educação, inclusive para pagamento de policiais aposentados.
Os participantes apontaram a necessidade de enfrentar o atual modelo de segurança, considerado excessivamente baseado na repressão, e defender políticas públicas estruturantes voltadas à prevenção e garantia de direitos.
Solidariedade internacional
A plenária defendeu ainda o internacionalismo como princípio permanente de atuação política, combinado com a luta anti-imperialista. Houve chamado para fortalecer a articulação com a ALBA e ações de solidariedade a Cuba, Venezuela e Palestina.
Entre as tarefas definidas estão a formação política permanente, o envolvimento concreto em ações de solidariedade, a realização de atividades mensais em apoio à Venezuela (todo dia 3), campanhas em defesa de Cuba, produção de murais contra o ex-presidente norte-americano Donald Trump e a defesa contínua da soberania nacional e da democracia.
Ao final, a plenária reforçou que a unidade entre movimentos e organizações é vista como condição estratégica para enfrentar o próximo ciclo político, ampliar a mobilização social e disputar rumos para o país nos próximos anos.
Fonte: CUT
