Política Nacional de Ensino Médio é destaque na Semana Pedagógica do Sinpro
O Ensino Médio, última etapa da educação básica, funciona como uma ponte entre a escola e a vida fora dela. Nesse cenário, a Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem) foi concebida para integrar a formação geral à formação profissional, tornando a escola um espaço mais atrativo para os estudantes, com qualificação intelectual, cultural, social e política.
A política educacional foi tema do primeiro dia de discussões da Semana Pedagógica do Sinpro. O evento, que começou nesta segunda-feira (9/2), será realizado até quarta-feira (11/2), com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Sindicato. Veja a programação abaixo.
“Mais um ano, nossa luta garantiu o envolvimento de todos os profissionais que fazem a educação acontecer diariamente, inclusive aqueles que estão em regime de contratação temporária, que terão participação remunerada nos dias 10 e 11. Trata-se de uma conquista importante para o magistério público e para a educação pública”, afirmou a diretora do Sinpro Ana Bonina.

Para o diretor do Sinpro, Carlos Maciel, o evento será um espaço fundamental de debate sobre temas centrais para a educação. “O Sinpro é um espaço de luta, mas também de formação. Este ano será mais um ano de luta, inclusive, com eleições. Por isso, é fundamental dialogarmos sobre os projetos políticos que precisam estar articulados com a educação”, afirmou.
Política pensada coletivamente
A Política Nacional de Ensino Médio foi instituída em 2024 com a sanção da Lei 14.945/2024 pelo presidente Lula. A diretriz educacional foi construída coletivamente, com a participação de diversos atores governamentais, entidades educacionais e organizações da sociedade civil, e fortaleceu o ensino médio a partir de uma concepção humanista de formação.
Além disso, a Pnaem se contrapôs ao Novo Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017), implementado pelo governo Temer de forma verticalizada, sem qualquer diálogo com a comunidade escolar. Entre outros prejuízos ao ensino, essa reforma trouxe a redução da formação comum, a perda de disciplinas essenciais, a criação de itinerários que ampliam desigualdades e a fragmentação curricular.
Levando em consideração a percepção de estudantes, professores(as) e entidades educacionais, a Pnaem trouxe de volta disciplinas obrigatórias, ampliou a carga horária destinada à formação geral, definiu itinerários formativos articulados às áreas do conhecimento e fortaleceu a valorização do ensino profissional e tecnológico.
Na avaliação de Vinícius Silva, a Pnaem pensou a escola pública diante da sua diversidade. Ele destacou que, nesse contexto, o(a) professor(a) tem papel estratégico.
“O professor se torna mais engajado em suas áreas de conhecimento e no diálogo delas com as competências do século XXI previstas na Base Nacional Comum Curricular”, disse.
Para Vinicius Silva, um grande desafio da Pnaem é a ampliação da rede de educação para tempo integral — principalmente no Distrito Federal. Entre os empecilhos para a expansão do modelo no DF, o educador aponta a pouca quantidade de escolas que ofertam o Ensino Médio, além de espaços físicos reduzidos.
“Eu vejo que é uma política, se a gente pensa em nível nacional, que já está acontecendo em tempo integral. Então, aqui no DF, a gente precisa desenvolver uma política em que a educação em tempo integral também seja valorizada”, disse.
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