Em sessão solene, Sinpro ressalta legado humanista da Pedagogia Waldorf
Em sessão solene da Câmara Legislativa que celebrou os 25 anos da Pedagogia Waldorf, a diretora do Sinpro Lúcia Brandão destacou o legado que o método tem deixado para a educação pública do Distrito Federal. Ela, que tem a pedagogia em sua própria história, expressou a alegria de ver a humanização das crianças e do ambiente escolar.
“Fico maravilhada com a história de tantas pessoas que lutaram por esta pedagogia tão importante e necessária para a nossa educação”, disse a dirigente sindical, referindo-se à Escola Classe Beija Flor. “É importante reconhecer a história, os valores e o impacto significativo nas instituições Waldorf sobre a educação no DF.”
A sessão solene foi realizada nesta segunda-feira (6/10), e contou com a presença de representantes de diversos segmentos ligados à educação.
Cultivo de arte, afeto e liberdade
A Pedagogia Waldorf propõe uma abordagem educacional que vê a criança como um ser em constante florescimento, cultivando saberes com arte, afeto e liberdade. Inspirada na Antroposofia de Rudolf Steiner, a Waldorf propõe uma educação integral, contemplando o desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual do ser humano.
O presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC), deputado Gabriel Magno (PT), foi o autor da proposta de homenagem às instituições que adotaram a Pedagogia Waldorf. O distrital destacou a contribuição desse tipo fazer pedagógico. “Elas (as equipes das escolas Waldorfianas) nos mostram que a escola também é lugar da diversidade, da democracia e da participação, e a pedagogia Waldorf está profundamente engajada nesse processo”, afirmou Magno, ressaltando que o método estimula uma série de virtudes nos(as) estudantes.
Para a diretora da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa, a pedagogia Waldorf é uma importante ferramenta para que a sociedade aprenda a ser mais tolerante. “No mundo atual, em que temos que lidar com as intolerâncias, mais que nunca a gente precisa de uma educação que enxergue cada um dos alunos, mas que trabalhe para que esse aluno respeite e conviva com o todo. Somos seres individuais com particularidades, mas não podemos transformar individualismo em egoísmo”, afirma a liderança sindical que compôs a mesa da sessão solene.
Ao final da sessão solene, estudantes da Escola Classe Beija Flor presentearam o plenário com uma apresentação artística. Mais do que uma simples performance, a cena foi a própria pedagogia Waldorf ganhando vida. Com serenidade, autonomia e sintonia, as crianças demonstraram por meio da música, movimento e expressão corporal os pilares dessa metodologia que harmoniza o desenvolvimento intelectual, artístico e socioemocional.
Edição: Vanessa Galassi
