Por administrador em 21/set/2011

XII ENEJA discute em Salvador a Educação de Jovens e Adultos no contexto do novo PNE



Começou em Salvador(BA), na noite de terça(20) e vai até sexta(23), o XII Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. Desde 2009 o encontro acontece a cada dois anos, onde os Fóruns estaduais se reúnem para discutir as políticas públicas para a educação de jovens e adultos no Brasil. Essa jornada de debates tem norteado os trabalhos dos movimentos populares de educadores e, mesmo, as entidades sindicais para a construção de uma educação pública de qualidade para as pessoas que não puderam estudar no chamado “tempo certo”. Professores da rede pública de ensino dos estados e do Distrito Federal, educadores populares, sindicatos, governos estaduais/municipais/federal, ong’s participam das discussões. O Sinpro-DF participa ativamente do evento. Na abertura, as delegações foram recebidas pelo ator Jacson Costa que fez uma apresentação musical/teatral tendo como referência várias obras de Jorge Amado. O Secretário de Educação da Bahia, Osvaldo Barreto, destacou a importância da EJA como direito de Estado. Ele enfatizou  que os governos precisam implementar ações para democratizar o ensino, como forma   de emancipação humana.

O Brasil ainda possui cerca de 16 milhões de analfabetos/analfabetos funcionais, dos quais 1 milhão só no Estado da Bahia, segundo o IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A conferencista Sônia Maria Rummert destacou que ainda no I ENEJA, Rio de Janeiro (1999), o conjunto de propostas aprovadas giravam em torno das reivindicações do conjunto da classe trabalhadora que lutava por uma educação básica para todos, com ênfase à educação profissional. Ainda hoje, temos, uma situação semelhante, mas que já aponta para a formação profissional tecnológica através, por exemplo, da rede federal de educação profissional, que no Brasil são conhecidos como Institutos Federais (IFs).

Só no DF, ao longo dos últimos 5 anos, a população recebeu 11 (onze) campus do Instituto Federal de Brasília (IFB) que além de cursos técnicos, participarão da formação inicial e continuada dos professores da SEEDF, atendendo um pedido do Fórum Permanente de Formação  Docente, do qual o SINPRO faz parte. Alguns avanços originados das discussões dos ENEJAs já podem ser percebidas pelos educandos e professores: a merenda escolar para a EJA, o livro didático e a próprio reconhecimento do MEC das contribuições dos ENEJAs nas políticas públicas do Governo Federal.

Cada estado enviou 20 delegados e o Sinpro compõe a delegação do DF com 2 diretores/as e 5 professores sindicalizados. O grande desafio neste ano, é fortalecer a discussão da EJA como política pública dentro das discussões do novo Plano Nacional de Educação. Todos podem assistir o XII ENEJA, on line, pelo portal dos fóruns de EJA: www.forumeja.org.br/ba

Participe!

 

 

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