Por André Barreto em 18/jun/2018

Vigilantes das escolas públicas pressionam GDF contra terceirização no setor



Nesta quarta (20), a representação dos trabalhadores em escolas públicas participará de reunião com representantes do governo. O objetivo é discutir um tema que tem preocupado a categoria: a terceirização dos vigilantes que atuam nos colégios. O encontro foi agendado após pressão da categoria na Secretaria de Educação do DF nesta sexta (15).

De acordo com o SAE ─ entidade que representa o grupo ─, os trabalhadores em vigilância estão inseridos na especialidade de agente de gestão educacional. A admissão para o cargo é realizada por meio de concurso público. No entanto, o último certame aconteceu em 1995. Desde então, para suprir lacunas ocasionadas por aposentadorias, afastamentos e outros motivos, o GDF tem realizado a contratação terceirizada, o que é rebatido pelo sindicato.

Essa negligência tem preocupado sindicato e trabalhadores, pois o número de trabalhadores terceirizados, atualmente, já é de aproximadamente 2,1 mil. Outro fator grave é quanto ao destino do efetivo concursado. De acordo com secretário-geral do SAE, Carlos Alberto, os trabalhadores terceirizados têm tido preferência aos locais de trabalhado em detrimento aos que ingressaram por concurso. “Os concursados estão sendo transferidos para outros postos de trabalho sem, sequer, terem a preferência de escolher, e suas vagas são ocupadas pelos novos trabalhadores”, denunciou.

Segundo o dirigente, o que a entidade defende é a contratação por meio de concursos públicos. No entanto, em uma situação mais extrema, para preencher as lacunas, o sindicato acredita que o Processo Seletivo Simplificado (PSS) é a melhor alternativa. “Esse modelo, que atualmente é utilizado pelo governo, não traz economia ao Estado. Pelo contrário, a contratação vai para as mãos de grandes empresários. Já o PSS permite que o Estado continue com responsabilidade sobre o trabalhador e o dinheiro público”, defende Alberto.

Alberto destaca ainda que essa reunião é apenas o início da luta e que o sindicato não medirá esforços para combater essa ação.

Fonte: CUT Brasília.

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