Por administrador em 21/nov/2014

Vigilantes conclamados a unir forças para barrar retrocesso e avançar



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Na abertura da 12ª Conferência Nacional dos Vigilantes, realizada nesta quinta-feira (20), em Brasília, o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, conclamou a categoria a resgatar os princípios da CUT e inovar na atuação sindical para não permitir a tentativa de retrocesso que vem sendo perpetrada pelo setor conservador da sociedade e do Congresso Nacional.

“Estaremos diante da composição mais conservadora do Congresso, desde 1964. Este novo período apresenta a avalanche de ataques à classe trabalhadora, com a proposição de projetos de lei nefastos. Por isso, independente da ideologia ou da convicção de cada um de nós, temos que trabalhar a unidade, revalorizar a autonomia e liberdade sindical, associadas à solidariedade de classe, inovar nossa atuação sindical. Caso contrário, corremos o risco de retroceder e perder tudo o que garantimos a custa de muita luta”, discursou Britto.

O secretário de Organização da CUT Nacional, Jacy Afonso, também participou da mesa de abertura da 12ª Conferência Nacional dos Vigilantes, que somou centenas de trabalhadores de quase todos os estados do Brasil. O dirigente sindical destacou a importância da Convenção Coletiva Nacional conquistada pelos trabalhadores bancários após intensa mobilização da categoria, o que possibilitou a equiparação de conquistas para todos os trabalhadores, independente da Região. Segundo Jacy Afonso, “a pujança do sindicato está em mobilizar os trabalhadores, unificá-los, para fazer a luta, sem exigência de partido político, religião ou qualquer outro critério”.

“A nossa certeza é de que essa 12ª Conferência vai deliberar orientações e compromissos dos sindicatos que possam, de fato, zelar pelas conquistas da categoria e buscar atender outros pleitos que os trabalhadores precisam. Vigilante neste país é uma categoria que quer salário e que quer respeito”, avaliou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes – CNTV, José Boaventura.

Trabalho igual, salário igual
Apesar de ter agenda de luta extensa, o presidente da CNTV destaca que o principal ponto de reivindicação da categoria é a criação do Piso Salarial Nacional de R$ 3 mil. A Campanha dos vigilantes pelo Piso Nacional teve início em 10 de junho deste ano. O valor foi aprovado em outubro de 2013, no II Congresso Extraordinário da CNTV, e leva em consideração informações sobre o salário mínimo divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, além de acréscimo pelo desgaste físico e mental decorrente da atividade desenvolvida.

“O projeto que prevê a criação do Piso Nacional está em andamento no Congresso Nacional. O ponto que nos deixa animados é o fato de os contratantes serem os mesmos em vários lugares. Por exemplo, os bancos pagam os mesmos salários para bancários de Roraima ou do Rio Grande do Sul, mas para vigilantes o salário diferenciado. Essa realidade facilita o debate e o convencimento de que, para nós vigilantes, também é justo um salário que seja único”, disse o presidente da CNTV, José Boaventura.

A 12ª Conferência Nacional dos Vigilantes termina nesta sexta-feira (21). Até lá, a categoria discutirá temas como aposentadoria especial para vigilantes; negociação coletiva; legislação anti-calote e sua importância para a categoria.

Ainda nesta sexta-feira, de manhã, centenas de vigilantes que participam da 12ª Conferência da categoria realizarão ato político para defender o Piso Salarial Nacional. A atividade será no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, a partir das 8h30.

Secretaria de Comunicação da CUT Brasília

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