Por Tomaz Campos em 17/fev/2017

Unidade é fundamental para as mobilizações contra os golpes no Brasil



Outros movimentos estiveram juntos na tarde do primeiro dia do Conselho Nacional das Entidades (CNE). Movimento Sem Terra (MST) e Frente Brasil Popular (FPB) ocuparam a mesa dos debates em torno da mobilização social para enfrentar os golpistas. Além da resistência, a unidade foi outra palavra central nas reivindicações para os próximos meses.

Para a secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, o Conselho é mais do que um evento, ele mostra uma aglutinação de forças. “São todas as organizações do campo de lutas contra a reforma da previdência. É um passo na construção da nossa grande greve geral da educação, 15 dias depois do início do ano letivo”, explica Fátima.

Para a palestrante Marina dos Santos, membro da direção nacional do MST, o Brasil vive um momento de alcance no mundo inteiro: “Nesse contexto de golpe que a classe trabalhadora vive no país, em um momento em que nós vivemos uma crise não só aqui no Brasil, mas uma crise de cunhos internacional, econômico, político, de valores, ambiental, etc, tudo se reflete nesse momento tenso que o Brasil vive de golpe institucional colocado pelo braço estatal do nosso país.”

Marina também enaltece a relevância do Conselho no contexto atual em que o país vive. “Esse evento acontece em um momento tão importante, e a categoria da educação dos trabalhadores é muito importante para o conjunto da sociedade brasileira, que sai daqui apontando também nesse desafio da mobilização, da unidade da classe trabalhadora”, conclui.

Outro palestrante também insistiu no retrocesso que representa a reforma da Previdência. Segundo Flávio Rodrigues da Silva, membro da secretaria operativa da Frente Brasil Popular, a Previdência não alcança só os trabalhadores: “Ela atinge os brasileiros em geral, em particular, a juventude, os trabalhadores rurais e as mulheres, que vão ser as principais atingidas por essa reforma que está sendo proposta nesse momento.”

Com mobilizações organizadas para os dias 8, 15 e 31 de março, Flávio explica o porquê da última data. “No dia 31 de março de 1964, foi dado um golpe no Brasil. Nós vivemos um longo período de ditadura. Eu era um jovem nessa época. Então, eu nunca imaginei que a gente fosse viver novamente um processo de ditadura, que é o que está sendo anunciado por aí”, compara.

Na manhã desta sexta-feira, reinicia-se e termina o segundo CNE deste ano.

Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

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