Por administrador em 03/dez/2014

Trabalhadores da embaixada dos Países Baixos deflagram greve por tempo indeterminado



Diante da inflexibilidade do governo neerlandês em negociar o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, os funcionários da embaixada dos Países Baixos entraram em greve por tempo indeterminado nessa segunda-feira (1º). Há quase dois anos os trabalhadores reivindicam reajuste salarial anual conforme o Índice de Preço de Consumidor Amplo – IPCA, auxílio-alimentação de R$ 500 e auxílio-educação para os filhos dos funcionários. Essa é a primeira vez que trabalhadores de embaixada deflagram greve.

“Não queremos mais desculpas. O trabalhador já perdeu muito. Nós vamos fazer mobilizações todos os dias em frente da embaixada até que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas”, afirma o presidente do Sindnações, sindicato que representa os trabalhadores em embaixadas e consulados, Raimundo Luis de Oliveira.

Segundo informações do Sindnações, os trabalhadores da embaixada da Holanda tiveram perda salarial de 20%, já que não recebem reajuste salarial conforme inflação desde 2008.

“É um absurdo o trabalhador ter tanta perda salarial assim, o mínimo que se pode fazer é dar o reajuste salarial com base na inflação. Nem isso a embaixada concede aos trabalhadores que continuam a padecer, sendo submetidos a esperar a boa-vontade de outras embaixadas para terem um reajuste salarial digno”, ressalta o secretário de finanças do Sindnações, Marcondes Rodrigues.

O embaixador dos Países Baixos, Han Peters, afirmou ser quase impossível reajustar o salário da categoria (principal reivindicação dos trabalhadores), pois, segundo ele, a embaixada é regida conforme legislação holandesa.

Grupo de Marcadores
O Sindnações afirma que, uma forma de garantir o reajuste salarial seria através do Grupo de Marcadores – GM, que reúne um conjunto de embaixadas e tem como estratégia unificar o percentual de aumento salarial dos funcionários. No GM da Holanda estão Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá e União Europeia.

Para os trabalhadores da embaixada da Holanda, até agora, o método utilizado pelo GM não funcionou. “Uma embaixada fica esperando pela outra para reajustar os salários da categoria, o que incorre em demora e consequente defasagem das remunerações”, disse um funcionário da embaixada dos Países Baixos.

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