Por administrador em 15/ago/2014

Só se resolve a carência de educadores nas salas de aula contratando professores



Conforme matéria publicada no site do Sinpro no dia 29 de julho, o Sindicato dos Professores no DF reitera que a falta de professores(as) nas escolas públicas de ensino do Distrito Federal é de responsabilidade do GDF.

O ritmo de contratações não acompanhou a necessidade de reposição dos profissionais na rede e embora o governo atual tenha contratado mais de 6 mil educadores, desde 1999 existe uma política de redução de concursos públicos e contratação de professores(as).

O Sinpro entende como solução para esta crise a imediata contratação dos(as) professores(as) concursados(as) e a criação de um banco formado por profissionais efetivos(as), que supriria carências imprevistas e que não são resolvidas no tempo necessário.

Em relação ao grande número de atestados médicos (que motivou a matéria do Jornal de Brasília desta sexta-feira, 15 de agosto), o Sinpro esclarece que o GDF não investe em nenhuma política para a promoção e prevenção da saúde do(a) professor(a). A ausência de políticas neste setor, combinadas com salas de aula superlotadas e com o crescente aumento da violência na escola (e imediações), contribui para o adoecimento da categoria. Outro fato que agrava este quadro é o fator previdenciário, que desde 1998 prolonga a carreira do(a) professor em cerca de 7 anos.

Atualmente a Secretaria de Educação não tem cumprido a legislação e os professores tem tido seus pedidos de licença prêmio negados. Destes, muitos nem conseguem usufruir do benefício de redução de 20% de regência de classe após 20 anos de trabalho, conforme prevê a lei. Além do prejuízo causado aos estudantes a falta de professores na rede tem sido usada como argumento para não permitir que os educadores usufruam de direitos previstos em lei.

O Sindicato ressalta que os atestados médicos apresentados pelos(as) professores(as) são periciados pelos próprios médicos da Secretaria de Educação, o que reforça o fato de que a categoria carece de uma imediata política de prevenção e promoção da saúde, assim como da necessidade de uma redução expressiva do número de alunos por sala de aula.

A falta de professores(as) em sala de aula está diretamente ligada ao rendimento dos estudantes. Portanto, o GDF precisa solucionar esta situação para evitar um prejuízo maior na comunidade escolar. Embora a rede pública do DF tenha professores(as) com excelente formação (cerca de dois terços com pós-graduação), a falta de profissionais, a ausência de material pedagógico, estrutura física de má qualidade e superlotação das salas levam os(as) alunos(as) a um prejuízo pedagógico considerável.

Se o GDF considerasse todas estas observações apresentadas pelo Sinpro, sem dúvida o ensino público do DF estaria em um nível muito melhor, com a qualidade que toda a sociedade exige e merece. Só se resolve a carência de educadores nas salas de aula contratando professores.

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