Por administrador em 13/ago/2014

Sintese organiza ato contra a violência nas escolas nesta quinta (14)



Somente neste ano já foram contabilizados dois atentados contra professores no exercício da profissão
Escrito por: Sintese, em 13/8/2014

Na manhã desta quinta-feira, 14, a partir das 8h em frente ao Palácio de Despachos o Sintese realiza ato contra a violência nas escolas. O ato é uma das ações do sindicato no debate sobre a falta de prioridade para a educação pública e a consequente desvalorização do profissional do magistério.

“Não podemos tratar isso de forma isolada, precisamos encontrar as causas de tal violência e ataca-las para que tais fatos não se repitam. Precisamos ir além da criminalização. Se faz necessário uma ampla discussão sobre as políticas públicas para superar a violência”, aponta Ivonete Cruz, vice-presidenta do Sintese.

O sindicato convida não só os educadores, mas também estudantes e todos aqueles que indignados querem uma educação pública de qualidade para todos.

Para a direção do Sintese não há prioridade para a educação pública. Entra governo, sai governo e só temos programas, projetos, pacotes instrucionais, mas não temos uma política pública de Estado para a educação de Sergipe. A escola pública deve ser manchete não pelos atos de violência que nela ocorrem, mas sim pelas suas ações em promover cidadãos. O que se quer é uma escola democrática e popular que garanta a sociabilidade, a interatividade e o ensino.

O fato

O professor de Biologia, Carlos Cristian foi baleado por um dos seus alunos na noite da última terça-feira, 12, na Escola Estadual Olga Barreto, localizada no Conjunto Eduardo Gomes na cidade de São Cristóvão. O motivo do crime, nas primeiras versões divulgadas pela imprensa, o estudante o procurou na sala dos professores questionando uma nota baixa na prova, após ouvir a resposta do educador sacou a arma, atirou e fugiu. Já correm informações de que não houve questionamentos, que o estudante simplesmente o abordou na sala dos professores e atirou.

Ao saber do ocorrido a professora Cláudia Oliveira, uma das diretoras do Departamento de Base Estadual esteve no HUSE prestar solidariedade à família em nome do sindicato.

De acordo com informações prestadas pelo Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE na manhã desta quarta, o estado de saúde ainda é grave, mas o educador não corre risco de morte. Até o final do dia um boletim médico será emitido pelo hospital.Mais um caso

Esse é o segundo caso registrado de docente baleado seja nas dependências ou no entorno da escola. Em abril do ano passado o educador Edilson Oliveira da Escola Augusto Ferraz também foi atingido por arma de fogo, também por um estudante, neste caso o professor foi atingido por acidente, pois o alvo era outro estudante.  Essa ocorrência causa mais comoção e indignação não só entre os professores, mas em toda a população sergipana, pois o educador foi o alvo.

Imprimir