Por administrador em 30/jul/2014

Sinprols recorre à justiça para readmitir intérpretes para surdos no Iesb



Sem qualquer pronunciamento da direção do Instituto de Educação Superior de Brasília – Iesb quanto à readmissão dos 11 trabalhadores intérpretes do Centro Universitário, o Sinprols, sindicato que representa a categoria, protocolou, nessa terça-feira (29), denúncia no Ministério Público do Trabalho. A entidade sindical solicita abertura de mesa de negociação para tentar solucionar o caso.

De acordo com o presidente do Sindicato, Michel Platini, o Sinprols já tentou, por diversas vezes, negociar com a direção do Iesb, mas, até agora, a única proposta feita pelo Centro Universitário foi de recontratar os intérpretes demitidos arbitrariamente para exercerem, além das funções de intérpretes, atividades administrativas, com salários mais baixos. A proposta foi firmemente recusada pelos demitidos e pelo Sindicato, pois burla a legislação e traz prejuízos aos trabalhadores. “O Iesb está visando apenas ao lucro com essa demissão. A proposta de reintegração em outra função é indecorosa e ilegal. Não aprovamos esse tipo de negociação”, afirma Michel Platini.

Para pressionar a readmissão dos intérpretes e denunciar à população a postura ilegal do Iesb, o Sinprols vem realizando diversos atos. O último foi realizado em frente ao Iesb Sul (609 Norte), nessa segunda-feira (28). “Tivemos a participação dos trabalhadores demitidos e seus familiares, além de termos contado com o apoio dos demais estudantes do Iesb”, conta Platini. “Iesb, o que que é isso? É um absurdo vocês fazerem isso. Não pode. É uma vergonha uma faculdade deste tamanho não ter um intérprete para surdos. Vocês têm que rever isso”, denunciou do caminhão de som a mãe de uma aluna com deficiência auditiva, durante o ato.

Segundo o presidente do Sinprols, a demissão dos intérpretes não traz prejuízos apenas aos trabalhadores, mas, principalmente aos alunos com deficiência auditiva. “Os alunos estão revoltados. Eles criam vínculo com os intérpretes, aprendem suas gírias, suas expressões em um trabalho de mais de três anos. A ruptura entre alunos e intérpretes, com certeza, traz déficit de aprendizado para esses alunos”, explica Michel Platini.

No próximo dia 4, segunda-feira da semana que vem, o Sinprols realizará novo ato em frente ao Iesb Sul. A atividade está agendada para as 18h.

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