Por administrador em 04/out/2013

Sinpro volta a repudiar truculência contra professores cariocas



Mais uma vez, nesta terça-feira (01), os professores estaduais e municipais da rede pública do Rio de Janeiro foram vítimas da truculência da Polícia Militar. O Sinpro-DF vem a público apresentar seu repúdio contra a violência e seu apoio e solidariedade à luta da categoria.

Em greve há mais de 50 dias, os professores cariocas estão acampados em frente à Câmara de Vereadores, pressionando contra a aprovação do Plano de Carreira do Executivo carioca. Novamente a Polícia Militar atacou os profissionais de Educação que faziam manifestação na Câmara com bombas de efeito moral, bombas de gás, gás de pimenta e cassetetes.

A diretoria do Sinpro-DF entende que qualquer medida que trate da carreira de profissionais de Educação precisa ser construída a partir de um processo de diálogo com a categoria e não de cima para baixo como fez a prefeitura do Rio de Janeiro.

O Sindicato dos Professores considera inadmissível que no momento atual, onde há um aparente consenso sobre a importância de ampliar os investimentos em educação, governantes tentem aprovar medidas que retirem o direito dos educadores.

Mato Grosso

A partir desta terça-feira (1) os professores do Mato Grosso irão acompanhar as sessões da Assembleia Legislativa. Entre quarta e quinta-feira os trabalhadores da educação realizam assembleias locais nos municípios como uma preparação para a assembleia geral que será realizada na sexta-feira (4), em Cuiabá.

A presença na Assembleia Legislativa tem o objetivo de pressionar os deputados para alterar a proposta de dobrar o poder da compra dos trabalhadores, caso o governo a encaminhe. Segundo a contraproposta protocolada junto ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) o conteúdo do documento somente reforça a proposta anterior. A contraproposta do governo foi protocolada dia 26 de setembro.
“O governo retornou a proposta anterior, disse que irá mandar para a Assembleia Legislativa  e como se trata de matéria financeira, a nossa expectativa é que os deputados revertam a proposta”, diz o secretário de Comunicação do Sintep/MT, Gilmar Soares.

No item valorização profissional os educadores exigem que a dobra do poder de compra seja realizada em uma prazo de 7 anos, a partir deste ano. No entanto, o governo defende a progressão em 10 anos, iniciando o reajuste gradual somente em 2014.
A agenda foi discutida pelos trabalhadores da educação durante o 15º Congresso Estadual do Sintep/MT. O evento foi realizado entre os dias 26 e 29 de setembro em Cuiabá e contou com cerca de 1,2 mil pessoas.

 

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