Por administrador em 08/set/2014

Sindicato rebate e diz que Aécio mente sobre educação em Minas



A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), Beatriz Cerqueira., em entrevista ao jornal Brasil de Fato, rebateu as declarações do candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, de que o Estado tem a “melhor educação do pais”, sendo que até hoje não paga o piso salarial da categoria.

Beatriz é coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas GeraisBeatriz é coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais “Se o Aécio está dizendo que Minas tem a melhor educação do país, está mentindo. O Ideb é calculado a partir da prova feita pelo aluno e a partir do índice de aprovação da escola, e há problemas nas duas questões. Primeiro, o estado interfere no índice de aprovação da escola, proibindo o professor de reprovar o aluno. Isso interfere diretamente na nota do Ideb: quanto maior é a aprovação, maior é a nota. Segundo, o Ideb é uma média que exclui os problemas. Qualquer um que se embasa somente neste índice está desconsiderando o principal problema que atinge a juventude, que é a exclusão ao ensino. Faltam um milhão de vagas em Minas Gerais para o ensino médio”, desmascarou Beatriz Cerqueira.

Segundo a dirigente, só há vaga para 35% das crianças mineiras, falando de rede privada, conveniada, creche e Umeis. “Nem 10% dos alunos que terminam o ensino médio têm nível recomendável em matemática”, completou ela.

Beatriz Cerqueira ressalta que o Estado, desde 2003, não investe o mínimo constitucional que é de 25% do orçamento para a Educação, e em alguns anos foram absurdos 18%.

“O problema do governo de Minas é que nós não podemos confiar nele. Fizemos uma das maiores greves do país em 2011, com 112 dias, com a reivindicação do piso salarial. O governo assinou o acordo de que pagaria o piso e dois meses depois rompeu o acordo, aprovando outra forma de remuneração. Isso veio junto com o congelamento da carreira, que é uma coisa inimaginável, porque a carreira é um direito consagrado na Lei de Diretrizes e Bases, na legislação estadual, na Constituição”, enfatizou.

Fonte: Brasil de Fato

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