Por André Barreto em 25/set/2017

Servidores realizam ato nesta terça (26) contra PLC do Espanto



A reforma da Previdência dos servidores públicos do DF poderá ser votada nesta terça-feira (26), pela Câmara Legislativa. Para barrar qualquer tipo de dano ao trabalhador e exigir uma reforma justa, professores e outros servidores distritais realizarão ato na Casa, às 14h.

Até agora, não se sabe se o que passará pelo crivo dos distritais: se o PLC 122/2017, de autoria do Executivo local, conhecido como PLC do Espanto, ou um substitutivo que está sendo costurado pelos parlamentares. De acordo com a dirigente do Sindicato dos Professores – Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, em ambos os casos, a situação é danosa aos servidores públicos.

Segundo ela, a reforma da Previdência está sendo construída sem a participação dos servidores, o que é lamentável. “É preciso esquecer as ameaças do governo de parcelar os salários. Não se pode atropelar essa discussão: por uma questão de dias, pode-se colocar tudo a perder. É necessário tempo para esgotar o debate”, defendeu.

Ao texto encaminhado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PLC 122/2017) foram apresentados dois substitutivos. O primeiro mira, especificamente, no fechamento do exercício financeiro de 2017 sem o parcelamento de salários – argumento apresentado pelo governo ao pedir celeridade à aprovação da matéria. Já o segundo substitutivo busca um meio termo entre a proposta do GDF e a posição dos deputados contrários ao projeto, retirando, por exemplo, a previsão inicial de unificação dos fundos Financeiro e Capitalizado e separando o que diz respeito à Previdência complementar.

“Não se pode pegar um recurso que está destinado para a aposentadoria do servidor público para sanar um problema de caixa do governo. O GDF tem a obrigação de respeitar os direitos do trabalhador e a CLDF o de desempenhar seu papel, promovendo o debate sobre o que é melhor, ouvindo os envolvidos, ou seja, os servidores públicos”, avalia Rosilene Corrêa.

Fonte: CUT Brasília, com informações da CLDF

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