Por administrador em 28/maio/2014

Servidores federais realizam ato em frente ao Palácio do Planalto nesta quinta (29)



Essa semana, servidores voltam a debater a necessidade de ampliar processo de mobilização em busca de avanços nos processo de negociação com o governo. Na quinta-feira, 29, entidades que compõem o fórum em defesa dos serviços públicos vão ao Palácio do Planalto. O objetivo é entregar uma carta a presidenta Dilma Rousseff e solicitar audiência para apresentar as principais reivindicações dos federais.

De acordo com a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – Condsef, há uma grande insatisfação da categoria com as sucessivas negativas aos apelos de atendimento de uma pauta emergencial entregue ainda no início desse ano. Sem avanços no diálogo junto ao Ministério do Planejamento a expectativa é de que a categoria tenha suas demandas mais urgentes ouvidas pela presidente.

Entre as prioridades estão temas como a antecipação da parcela do reajuste salarial previsto para janeiro de 2015, cumprimento de cláusulas firmadas em acordos com diversas categorias, reajuste em benefícios como auxílio-alimentação e saúde suplementar, entre outros. A regulamentação da negociação coletiva no setor público também está entre as prioridades para a categoria. A expectativa é de que os servidores consigam abrir um canal de diálogo efetivo com o governo capaz de resolver os pontos centrais apresentados.

Os servidores ainda apontam que as ações do governo não estão em sintonia com o discurso da própria Dilma que em seu último pronunciamento à nação afirmou que este nunca será o governo do arrocho salarial. Dilma ainda acrescentou em seu discurso que seu governo dialoga com os sindicatos e os movimentos sociais, no entanto, servidores federais ainda não tiveram a oportunidade de dialogar seus anseios e expor os problemas do setor em seu mandato.

Plenária
A Condsef ainda realiza uma plenária nacional nesta sexta, 30, com representantes de todos os setores de sua base que corresponde a 80% do total de servidores do Executivo. A categoria vai definir sobre a adesão a uma greve geral. Da base da Confederação, servidores da Cultura já deram início a uma paralisação de atividades por tempo indeterminado. Outras categorias como técnicos administrativos das universidades também estão com atividades paralisadas.

Em nome da “preservação do equilíbrio fiscal” – que é a produção de superávit primário para acalmar o mercado financeiro internacional – mais de R$ 248 bilhões do que o Estado arrecadou em impostos da população deixaram de ser investidos em melhorias no setor público. Valor que é o dobro do necessário para arcar com a previdência social, a segunda maior despesa da União e que está muito longe de alcançar investimentos somados em saúde, educação e transportes. Esse cenário precisava mudar e é o que os servidores buscam fazer com unidade e mobilização.

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