Por administrador em 13/jul/2011

Servidores da saúde do GDF encerram greve



Os servidores da saúde aceitaram a proposta do governo e decidiram acabar com a greve, por maioria absoluta, durante assembleia geral da categoria, realizada na manhã da última terça-feira (12), na LBV – Legião da Boa Vontade. A paralisação dos trabalhadores teve início no dia 27 de junho.A proposta aceita é a seguinte:
Reajuste do tíquete alimentação para R$ 304,00 a partir de julho de 2011;
Incorporação total da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (GATA) de modo escalonado: 40% em setembro de 2011, 50% em setembro de 2012 e 30% em julho de 2013;
Plano de saúde a ser implementado em janeiro de 2012;
Conclusão do Projeto de Lei que dispõe sobre a reestruturação da carreira de Assistência Pública à Saúde – ( que inclui 104 categorias) – no mês de setembro de 2011;
Continuidade do diálogo na Mesa de Negociação para negociar a redução da carga horária e, também, o estudo do pagamento das verbas rescisórias da categoria;
Negociação dos dias paralisados com a apresentação do calendário de reposição até o dia 15 de julho de 2011.
De acordo com o presidente do SindSaúde, Agamenon Torres, a maior conquista da greve foi o respeito aos servidores da saúde. “A Saúde não funciona se nós [servidores da saúde] não estivermos lá para trabalhar. Não vamos aceitar mais receber tratamento diferenciado em relação a qualquer outra categoria”, destacou. Para o presidente da CUT-DF, José Eudes, dois motivos fizeram o governo voltar a negociar com a categoria: “a mobilização dos servidores da saúde e a necessidade de reconhecer a importância desses trabalhadores na reconstrução da saúde”, avaliou Eudes.
Marli Rodrigues, diretora do SindSaúde, fez questão de exaltar os servidores da saúde que seguraram a greve. “A proposta pode não ser exatamente a que esperávamos, mas saímos vitoriosos desse movimento. Quero agradecer também aos gigantes que lutaram ao nosso lado em busca de respeito. Todos aqui estão de parabéns pela força e pela coragem de lutar. Só conseguimos avançar porque pressionamos por meio da greve”, disse. Segundo a diretora do SindSaúde, a diferença entre a proposta do governo apresentada antes da greve e a proposta aceita pela categoria é enorme. ” Na primeira, o cronograma da GATA estava perdido e ainda seria debatido, mas na proposta de hoje, temos definidas as datas certas da incorporação do restante dessa gratificação”, comenta Marli.
A deputada federal Érika Kokay também falou aos servidores durante a assembleia. “Nós, porque falo também em nome da deputada [distrital] Rejane Pitanga e do deputado [federal] Roberto Policarpo, buscamos retirar o governo de dentro da casca de insensibilidade sobre a greve. Essa proposta apresentada foi construída e discutida por muitos e só foi possível porque vocês têm muita coragem. Não há como pensar em saúde, sem pensar em vocês e se o Governador e o Secretário de Saúde não sabiam disso, agora sabem. Eles vão ter que sentar e negociar plano de carreiras, a parte do Fundo Constitucional para a saúde e vocês estão inteiros para negociar e arrancar o que é de direito da categoria”, declarou a deputada. “Diante da precarização do salário e do sucateamento a proposta é insuficiente, mas ela começa a ganhar corpo para que possamos, juntos, dar uma dimensão grande a ela. Nessa greve nós conhecemos nossos inimigos e eles mesmos nos fortaleceram”, destaca Marli.

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