Por Maria Carla em 11/jul/2017

Senadoras resistem à aprovação da reforma trabalhista. Sinpro-DF convoca a todos para ocupar a Esplanada



4Cinco senadoras oposicionistas ocuparam os lugares na Mesa do Plenário para resistirem à aprovação da reforma trabalhista (PLC 38/2017), prevista para ocorrer nesta terça-feira (11). Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI) resistem ao maior roubo de direitos trabalhistas já visto no Brasil nos últimos 74 anos, quando foi sancionada a CLT.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), não titubeou: suspendeu a sessão, cortou a luz e se reuniu com lideranças dos partidos políticos que apoiam o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dos direitos trabalhistas para decidirem em que lugar do prédio irão votar as medidas contra os/as trabalhadores. Com essa atitude, o presidente do Senado, que teve a campanha eleitoral toda financiada pelas grandes construtoras, tenta repetir o cenário dos primeiros momentos da ditadura militar, instalada em 1964, no Brasil.

O Congresso Nacional proibiu também a entrada de qualquer cidadão e cidadã e, principalmente, das representações sindicais da classe trabalhadora que se oponham à reforma trabalhista, na Casa do Povo. Por causa disso, a CUT Brasil entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para ter livre acesso ao Congresso. O STF acatou parcialmente o mandado, permitindo somente  a entrada das lideranças sindicais que integram a executiva nacional da Central. Ainda assim, o senador Eunício Oliveira proibiu a entrada do presidente da CUT Brasil, Vagner Freitas. Contudo, a Esplanada dos Ministérios, criada para ser a praça do povo, pode ser ocupada para pressionar os senadores a votarem contra este desmonte.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a todos e todas para participar desta luta emergencial contra a retirada de direitos e contra a reforma trabalhista, que irá afetar duramente os/as trabalhadores/as da iniciativa privada e também o funcionalismo público. A presença de todos e todas em frente ao Congresso Nacional irá fortalecer, lá dentro, a resistência da oposição, que, há muito tempo, vem denunciando o imenso prejuízo que esta reforma irá causar, sobretudo, às mulheres e às futuras gerações.

“Nossas senadoras, que defendem a classe trabalhadora, ocuparam a Mesa do Plenário do Senado e estão resistindo contra o maior roubo de direitos da história deste país. Mas é fundamental que cada um e cada uma, cada trabalhador e trabalhadora do DF e Entorno, se dirija agora, ou no fim do expediente do trabalho desta terça-feira, para ao Congresso Nacional porque o que está em jogo é o nosso futuro e o futuro das próximas gerações”, convoca Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

Professor/a e orientador/a educacional, somente sua presença na luta irá impedir o fim dos direitos trabalhistas! Venha para a Esplanada dos Ministérios e fortaleça esta luta que também é nossa e de nossas famílias!

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