Por administrador em 05/out/2009

Sem resposta dos banqueiros, bancários mantêm greve



Sem nenhuma novidade nas negociações desde a rodada da semana passada com a Fenaban, que pediu “um tempo” aos representantes dos trabalhadores para levar aos banqueiros a proposta de PLR apresentada pelo Comando Nacional, a assembleia geral da categoria desta segunda-feira, realizada agora à noite no Setor Bancário Sul, manteve a greve por tempo indeterminado.
Há impasse sobre o novo modelo de distribuição dos lucros, o que vem travando as negociações, porque os bancos, mesmo em posse, há mais de dois meses, de duas propostas de PLR apresentadas pelos bancários, ofereceram um modelo rebaixado, que paga menos do que o valor do ano passado.
Contrariando o compromisso firmado com o Comando Nacional dos Bancários, porém, há informações de que os negociadores da Fenaban não se reuniram com os banqueiros para a busca de uma proposta.
“É por isso que a nossa greve vem crescendo e se fortalecendo cada vez mais, em todo o país. Vamos continuar unidos, porque os bancos vão ter que se render”, reforça o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto. “Eles precisam aprender a respeitar os trabalhadores e a população. Não dá para continuar sem o menor compromisso com o país e com os bancários”.
Os bancários realizam nova assembleia nesta terça terça-feira, 6, às 18h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.
BRB
As atividades da Campanha Nacional dos Bancários de 2009 começaram cedo no BRB neste 12º dia de greve em Brasília: houve um ato em frente ao edifício Brasília, no Setor Bancário Sul, às 7h30 para passar os informes aos funcionários sobre as negociações específicas do banco. E para reforçar os protestos contra a falta de avanço e de respeito do BRB com os empregados.
“O BRB, além de abusar, ainda provoca a gente. Na única negociação que aconteceu até agora durante a greve, o banco não falou nada sobre a PLR e ainda negou aos funcionários a isenção de tarifas”, afirmou Antônio Eustáquio, diretor do Sindicato.
O secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno, também mostrou indignação. “O tipo de negociação que eles estão fazendo não condiz com o discurso que eles têm de modernidade, de governança corporativa. Mesmo com a força da greve, que demonstra o alto grau de insatisfação dos funcionários, nada avançou”, desabafou lembrando também que os trabalhadores do BRB exigirão diretrizes transparentes de promoção durante as negociações.
Uma nova reunião de negociação específica foi marcada para esta quarta-feira (7), às 11h, quando a diretoria do Sindicato espera que o BRB pare com as enrolações e as provocações e apresente melhorias na proposta de PLR e atenda as demais reivindicações específicas da categoria. ( do site www.bancariosdf.com.br)

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