Por administrador em 07/mar/2014

Professores(as) temporários(as) começam a ser convocados, porém em número insuficiente



Arrocho no início do ano letivo evidencia que a educação não tem prioridade e nem recebe investimentos necessários

Em nova reunião da Comissão de Negociação do Sinpro com o secretário de Educação, Marcelo Aguiar, e seu secretário-adjunto Jacy Braga, para tratar do quadro preocupante de carências neste início de ano letivo, a SEDF comunicou que já foi autorizada a contratação de 600 professores temporários de 40 horas.

Estas contratações, que correspondem a 23 mil horas aulas, tem o objetivo de suprir as carências decorrentes de licenças para tratamento de saúde, maternidade, afastamento para estudos e outras.

Também foi confirmado pelo secretário que o concurso público do Magistério de 2013 será homologado até o final de março, com previsão de que as convocações comecem a ser realizadas a partir de abril, já que as carências definitivas devem ser suprimidas obrigatoriamente por professores concursados.

Sobre a gratificação dos gestores, cobrada pela Comissão do Sinpro, Marcelo Aguiar disse que está sendo realizado um estudo na área financeira, já que as gratificações devem, necessariamente, sair dos cofres da Secretaria de Educação.

Sobre as parcelas do PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira -, segundo a SEDF, a primeira delas já foi totalmente repassada às escolas. A segunda parcela está em execução e a terceira está prevista para começar na próxima semana.

O secretário informou, ainda, que as escolas que se encontram com dificuldades financeiras e situações atípicas estão tendo seus casos analisados e receberão tratamento diferenciado das demais.

Arrocho

A Diretoria do Sinpro considera que este arrocho no início do ano letivo evidencia que a educação continua não recebendo a prioridade que lhe é devida. “É um absurdo a educação estar inclusa na Lei de Responsabilidade Fiscal. Ela deve ser tratada como uma questão social e os recursos a ela dirigidos devem ser considerados investimentos”, diz a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa.

A Diretoria do Sinpro também considera inadmissível que que os professores com mais de 21 anos de regência não possam desfrutar da redução de 20% de sua regência por falta de substitutos.

Da mesma forma, a diretoria considera inaceitável que professores continuem sem poder usufruir de suas licenças prêmios em consequência das carências na rede pública de ensino. Como também a continuidade da ausência de outros recursos humanos que possam suprir as necessidades de escolas que almejam elevar a qualidade do ensino no DF.

O Sinpro vai continuar cobrando da Secretaria de Educação que os professores tenham seus direitos resguardados. Também vai continuar na luta para que todos os alunos do DF conquistem o direito e ter professores em salas de aula e educação de qualidade.

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