Por administrador em 19/ago/2010

Reunião do Coletivo de Mulheres da CUT



Na tarde desta quarta-feira (18), Sônia Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), deu prosseguimento ao primeiro dia da reunião do Coletivo de Trabalhadoras da CUT. Em sua participação, ela falou sobre os temas tratados no seminário de avaliação da 3ª Ação Internacional da entidade, manifestação que aconteceu entre os dias 8 e 18 de março e que reuniu entidades dos movimentos sociais como a CUT.
Ela falou sobre o processo de organização e comentou que em muitos momentos foi preciso endurecer nas negociações com órgãos do poder público e com governos conservadores que tentaram frear a mobilização. “Em algumas cidades, o prefeito mandava dizer que a marcha não iria passar e foi preciso dialogar com os setores sindical, popular e partidos políticos para deixar claro que iríamos seguir e que as mulheres organizadas é que tomavam a decisão.”
Para Sônia, o principal resultado da ação foi o fortalecimento do feminismo no Brasil. “Acreditamos que nossa atividade ajudará a construir uma correlação de forças mais favorável para disputar espaços de poder e discutir o projeto que queremos para o Brasil.” Segundo ela, o próximo passo é debater a retomada dos temas dentro do eixo da marcha. “Nossas prioridades são a luta por creche, que está dentro do eixo da autonomia econômica, a paz e a desmilitarização e a luta contra a violência sexista”, afirmou.
A representante da MMM também indicou a necessidade de discutir a sexualidade e apontou o que classificou como estranhamento em relação às lésbicas durante a caminhada. “Não houve resposta violenta, mas sim a reação de pessoas que também são oprimidas. Houve até quem quisesse realizar um ato de repúdio ao que classificavam como lesbofobia, mas lá dissemos que tínhamos um processo de informação, discussão e conscientização, não de repressão”, explicou.
Ao comentar a importância dos debates e oficinas que ocorriam no período da tarde em todos os municípios pelos quais passou a marcha, a militante ressaltou a urgência de preparar as mulheres para enfrentar o preconceito por meio da formação. “Cada vez mais precisamos realizar atividades de base para que possamos reverter essa situação.”
Com informações do site da CUT

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