Por Tomaz Campos em 19/out/2017

Quinta (19) é dia de lutar em defesa das universidades públicas



Nessa terça (17), o Ceubinho, na Universidade de Brasília, foi palco de mais uma mobilização para tentar salvar a instituição do caos. Composto por parlamentares, entidades sindicais, sociais e comunidade acadêmica, nascia, ali, o Comitê em Defesa da UnB que, entre outros pontos, tem como objetivo discutir estratégias de combate à mercantilização do ensino público. Ação integra o movimento nacional em defesa das universidades públicas, que definiu para esta quinta (19) a realização de uma série de atos em vários estados.

Sob o lema “Universidade não se vende, se defende”, a campanha é encabeçada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e envolve outros grupos da sociedade civil. Na UnB, serão fixados cartazes e faixas mobilizando o corpo estudantil quanto à situação da instituição e denunciando o desmonte da educação. Além disso, será realizado um evento cultural, com debates e discussões onde os universitários poderão compreender os prejuízos causados pela consumação da ruptura democrática.

Desde que assumiu a presidência através de um golpe parlamentar, Temer declarou uma verdadeira guerra contra programas sociais e, principalmente, contra a educação. Prova disso, são os inúmeros projetos aprovados que já trazem imensuráveis consequências à sociedade, estudantes e trabalhadores do ramo. Somente este ano, foram reduzidos em 45% os recursos destinados aos institutos federais e de ciência e tecnologia. Além disso, políticas sociais como Enem, FIES, Prouni Ciências Sem Fronteiras e outros, deixaram de ter prioridades frente à gestão privatista e neoliberal.

“Nós vamos apostar na unidade dos vários segmentos da sociedade para combater esses retrocessos impostos à educação. Foi com a unidade que conseguimos conduzir algumas ações importantes aqui na instituição e será com unidade que conseguiremos recuperar a UnB”, destacou o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes na UNB, Matheus Barroso.

Além da UnB, outras universidades pelo país sediarão manifestações. Todas as atividades têm como finalidade denunciar o desmonte educacional e engajar mais pessoas na luta. “Percebemos que têm ocorrido diversos cortes em programas estratégicos e serviços essenciais para o funcionamento das universidades públicas. Trata-se da mercantilização do ensino, nosso principal patrimônio. A UNE, desde sempre, se posicionou contrária a essas ações e, no dia 19, vamos mostrar nossa indignação”, destacou a diretora de comunicação da UNE, Nágila Maria.

Outra ação importante é o manifesto lançado pela UNE e endossado por diversos movimentos e entidades sociais que defendem a educação como pública e de qualidade. Entre outros pontos, o documento destaca que “a universidade pública brasileira é um bastião da nossa independência e da nossa livre produção de conhecimento. A partir das instituições federais e estaduais de todo o país, são criadas as bases da intelectualidade, da democratização dos saberes e do desenvolvimento nacional em diversas áreas”.

Leia o manifesto na integra.

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