Por administrador em 03/jan/2013

Promessas nós já temos, o que queremos é ação!



No último dia 30/12, em entrevista concedida ao Correio Braziliense, o Governador Agnelo Queiroz, ao fazer um balanço de seu governo e expor suas metas para os próximos dois anos, afirmou que “o freio continua puxado” no que se refere ao aumento dos servidores e que “nada será feito sem planejamento”.

O Sinpro concorda plenamente com a necessidade de “planejamento”, mas não podemos deixar de questionar: quando, afinal, essa “teoria governamental” será colocada em prática?

Historicamente defendemos a negociação como melhor caminho para solucionarmos nossos impasses e como forma de avançarmos na pauta da categoria. A negociação, mesmo a que resulta em reajustes programados em parcelas anuais, além de possibilitar o planejamento governamental, permite que a categoria, tenha tranquilidade para fazer a educação de qualidade.

Lembramos que o acordo de reestruturação do plano de carreira, assinado em Abril de 2011, tinha esse intuito. Previa uma reestruturação em três anos (março/2012, março/2013, março/2014). O seu descumprimento nos levou à greve em 2012 e é inadmissível que a Secretaria de Educação ao apresentar os resultados alcançados pela pasta no ano, publicada no site daquela Secretaria no dia 28 de dezembro, coloque em destaque a afirmação de que “os professores do DF tiveram o maior reajuste concedido à categoria em todo o país”. Ora, em um ano onde fizemos 52 dias de greve e tivemos zero de reajuste isso soa como uma afronta. A SEDF parece ter esquecido que tivemos 2,69% de reajuste, em março de 2012, como resultado do acordo de reajuste para o ano de 2011, dividido em três parcelas.

No entanto, chegamos em 2013 e a categoria ainda aguarda quando, de fato, a educação será prioridade deste governo.

Além da grande necessidade de ampliação do número de escolas, é preciso uma verdadeira reforma das estruturas físicas daquelas já existentes de forma a garantir a tranquilidade do ano letivo.

Exigimos a retomada da agenda de reuniões com o governo para discutirmos nossa pauta, em especial a construção da isonomia salarial com as demais categorias de nível superior do GDF e a implementação do Plano de Saúde.

Governador Agnelo, cumpra com suas promessas de campanha e com os acordos assinados com esta categoria.

 

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