Por administrador em 08/out/2013

Profissão Professor – Projetos realizados nos Centros de Ensino Especiais



 wellington 200x200O Centro de Ensino Especial 01 (CEE) de Ceilândia atende, hoje, 400 alunos de 0 a 60 anos de idade com diversos tipos de deficiências, entre elas  DV (deficiente visual) DA, (deficiente auditivo), DM (deficiente múltiplo), TGD (transtornos globais de desenvolvimento) e DI (deficiente intelectual). Ao todo são 134 profissionais para atender os alunos nos dois turnos da escola.

 

Para trabalhar com a inclusão dos alunos, a escola desenvolve vários projetos para atendê-los, começando pelo projeto Precoce, que recebe crianças recém-nascidas de zero até os quatro anos de idade. A partir dos quatro anos, as crianças são encaminhadas para o Regular, onde recebem o acompanhamento pedagógico e participam de outros projetos desenvolvidos dentro da escola, entre eles: Oficina Pedagógica, Educação Física, Oficina de Teatro, Oficina de Musicoterapia, e para ajudar no desenvolvimento dos alunos e na coordenação motora deles, a escola ainda conta com uma cozinha experimental, uma horta, jardinagem, além de trabalhos realizados na marcenaria da escola. A escola ainda proporciona aos alunos, pais e à comunidade o Projeto Semeando Ideias da tia Alice.

 

O projeto desenvolve todo o tipo de artesanato, bem como tapeçaria, flores, caixas para presente, porta-joias, porta-retrato, enfeites, bolsas, agendas com papel reciclado e roupas que são produzidas por alunos, pais de alunos, ex-alunos e pessoas da comunidade que necessitam participar da iniciativa. Na Educação Física os alunos têm aula de hidroestimulação, hidroterapia e as aulas de iniciação. São três piscinas aquecidas e cobertas para atender aos estudantes. A escola conta com quase 140 profissionais de educação.

 

O professor Wellington Batista, de Educação Física, trabalha no CEE 01 há 13 anos e conta que se sente feliz por realizar o trabalho com os alunos e demonstra uma enorme satisfação ao se lembrar do trabalho desenvolvido na escola com os alunos cadeirantes quando estes estão nas piscinas da escola, que aliás são limpas e cuidadas por ele mesmo. Wellington ressalta que é preciso um amor muito maior para trabalhar com pessoas com algum tipo de deficiência, porque é um trabalho lento. “O resultado demora muito pra ser visto, é diferente de ensinar uma criança ou uma pessoa normal que desenvolve em tempo real qualquer tipo de atividade. Quem está aqui ama realmente o que faz. Criamos laços tão fortes com essas pessoas, que sofremos demais quando ficamos sem alguns deles. Perdemos um aluno nosso que morreu aos 16 anos de idade de parada cardíaca. Ele estava com a gente desde pequeno, foi uma grande perda para todos nós e em homenagem à ele, nossa horta se chama Ygor Matos”.

 

Feliz também é o professor Marcos Barreto, vice-diretor da escola, que trabalha com os alunos especiais há 13 anos. “É uma grande satisfação ensinar estes alunos. Quem chega aqui não quer ir mais embora para outra escola. Cuidamos dos alunos, somos amigos dos ex-alunos, alguns deles hoje estão casados, possuem suas famílias e nos visitam com seus filhos, trazem as crianças para conhecermos. Esse retorno é muito satisfatório. Atendemos ainda as famílias que muitas vezes nos trazem muitos problemas também. Por isso espero realmente que os professores sejam cada vez mais valorizados para que possam continuar a exercer esse tipo de trabalho no âmbito da rede pública, trabalho tão importante que tem nos valido muito a pena. O diretor e demais profissionais de educação podem investir dialogicamente na construção de um clima educativo, satisfatório, transformando o cotidiano do ambiente escolar em um local de formação humanizada onde atuem pessoas criativas, críticas, sérias, felizes, solidárias e com atitudes de humildade, fazendo uma escola reflexiva, crítica e inclusiva. É verdade que tivemos um grande avanço nestes novos tempos tecnológicos e científicos. Por outro lado sofremos um terrível retrocesso no que se refere à questão da humanização”.

 

Nome: Wellington Batista

Função: Professor de Educação Física

Tempo de magistério: 13 anos

Escola: Centro de Ensino Especial 01 de Ceilândia

 

Marcos Antônio Barreto Vieira

Professor há 13 anos na Secretaria de Educação

Função: Vice-diretor

Escola: Centro de Ensino Especial 01 de Ceilândia

 

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