Por administrador em 19/nov/2013

Programa financia projetos voltados para primeira infância



Mais de 200 milhões de crianças que vivem em países em desenvolvimento, como o Brasil, não conseguem atingir o seu pleno potencial cognitivo durante a infância. Problemas de saúde gerados durante a gravidez, subnutrição, pobreza, exposição à violência ou até aprendizagem inadequada são apenas alguns dos fatores de risco que interferem no processo de desenvolvimento cerebral. As informações, do Grand Challenges Canada – organização canadense que apoia projetos na área de saúde em países de média e baixa renda –, são o mote do programa Saving Brains(Salvando Cérebros, em português). A iniciativa, liderada pela entidade do Canadá, visa ao financiamento de propostas que estimulem o potencial cerebral de crianças que vivem em situações de vulnerabilidade social.

Apoiada por parceiros regionais no Brasil, como a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e a Fundação Bernard van Leer, o Saving Brains está com uma convocatória aberta para projetos propostos por brasileiros ou entidades do país envolvendo a primeira infância. O foco da chamada são soluções inovadoras sobre o tema. Está previsto a concessão de mais de R$ 500 mil por projeto selecionado. Serão consideradas até três propostas apresentadas por brasileiros e todas elas serão acompanhas, durante dois anos, onde serão avaliadas segundo seu impacto positivo e sua viabilidade em serem escaladas. Interessados em participar da seleção deverão inscrever suas propostas no site do Grand Challenges Canada até o dia 14 de janeiro de 2014.

A previsão é que sejam selecionadas propostas de desenvolvimento de produtos, medicamentos, equipamentos médicos, programas de saúde, além de tecnologias da informação e até modelos de empreendimentos sociais. Também serão considerados projetos envolvendo a criação de políticas públicas, envolvendo não apenas a saúde, como também a educação. Entretanto, para que um projeto seja aceito no programa é preciso que ele incorpore a abordagem da chamada Inovação Integrada,  um conceito “definido como a aplicação coordenada de inovação científica, tecnológica, social e empresarial no desenvolvimento de soluções para desafios complexos”, conforme disposto no edital lançado nesta semana.

A ideia que permeia toda essa lógica de inovação integrada é que os projetos possuam abordagens envolvendo todo o desenvolvimento infantil e que considerem não apenas um, mas vários fatores de risco que impedem o pleno desenvolvimento cognitivo dos pequenos. Além disso, as propostas devem considerar ações que estejam relacionadas aos primeiros mil dias de vida da criança. Isso porque, é nesse período onde ocorre a maior parte do desenvolvimento cerebral, conforme destacado no edital de seleção de projetos.

Dessa forma, para facilitar a inscrição de propostas, a entidades regionais apoiadoras –incluindo o Grand Challenges Brasil, organização vinculada ao Ministério da Saúde –, resolveram traduzir toda a convocatória para o português. Assim, fica mais fácil para os participantes interessados ficarem atentos às normas de cadastramento de propostas. O preenchimento do projeto, no entanto, deve ser feito todo em inglês ou em francês. Para mais informações consulte o edital completo ou a seção de perguntas frequentes presente no site da entidade canadense, que organiza a seleção.

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