Por administrador em 06/out/2013

Profissão Professor – Ausência de política preventiva: um mal que afeta a saúde da categoria



luiz gonzaga 200x200A falta de uma política preventiva contra problemas relacionados à saúde mental e corporal é o principal motivo para afastar o(a) professor(a) da rede pública de ensino do Distrito Federal da sala de aula. No topo dos motivos para concessão de licenças médicas estão aquelas relacionadas à convalescência, episódios depressivos e outros transtornos ansiosos. Para o professor do 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Classe 52 de Ceilândia, Luiz Gonzaga Marcolino Feitosa, a desvalorização do professor e o estresse estão entre os principais fatores para a ocorrência deste mal. “O que ocorre é um excesso de responsabilidades jogado nas costas do professor. Em muitos casos, estas responsabilidades são jogadas pela própria família dos alunos, que não assumem a responsabilidade de ajudar na educação desta criança. Isto acaba gerando depressão e um estresse muito grande”, explica.

 

A falta de infraestrutura e da própria desestrutura familiar de muitos estudantes cooperam para o adoecimento de professores(as). “O fato é que muitos educadores estão desmotivados, porque na nossa luta conseguimos alguns avanços, mas o poder público não se interessa pela educação como deveria e isto precisa mudar com urgência. Precisamos de Plano de Saúde porque em caso de necessidade, vamos ter de tirar do próprio bolso”, comenta Luis Gonzaga.

 

Apesar dos problemas o professor da EC 52 de Ceilândia afirma que a profissão é extremamente gratificante e diz que as expectativas para o futuro são de muita luta e conquistas. “Como educador não troco minha profissão por nenhuma outra, porque é aquilo que sempre quis fazer, independente de qualquer coisa. Encontrar alguém que passou por você na escola e ouvir dele que você o ajudou a conquistar uma vida melhor é a coisa mais gratificante que existe”, afirma Gonzaga, complementando que a várias conquistas foram alcançadas e a categoria tem muito que se orgulhar. “Apesar da profissão não ter a valorização que merece, temos de continuar lutando para oferecer a melhor educação para os estudantes, que são o futuro deste país”.

 

Nome: Luiz Gonzaga Marcolino Feitosa.

Série: 2º ano do Ensino Fundamental

Função: Professor

Tempo de Magistério: 17 anos.

Escola: Escola Classe 52 de Ceilândia
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