Por administrador em 29/ago/2014

Professores de São João D’aliança exigem piso e aprovam indicativo de greve



Os mais de cem professores da rede pública de ensino de São João D’aliança, município goiano próximo ao Distrito Federal, cruzaram os braços nessa terça-feira (26) em protesto contra falta do pagamento do Piso Salarial do Magistério, estipulado atualmente em R$ 1.567. A categoria realizou assembleia e aprovou greve a partir da próxima semana, caso a prefeitura não cumpra a Lei do Piso.

“Nós queremos que o prefeito pague aos professores o que a Lei diz. Desde janeiro que a categoria recebe valor inferior a este piso. O prefeito sempre fica na promessa. Ele já chegou até a assinar ata se comprometendo a realizar o pagamento, mas nada foi feito. Agora cansamos. Se ele não atender a nossa reivindicação, partiremos para a greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São João D’aliança, Leonídio Pimentel.

De acordo com o dirigente sindical, o prefeito de São João D’aliança, Atos Antônio Cerranato, agendou com a comissão de representantes dos professores do município três reuniões para tratar da reivindicação. A primeira será realizada nesta quarta-feira (27) e a última, na sexta (29).

O diretor da CUT Brasília, Francisco Hélio de Barros, acompanhou a mobilização em São João D’Aliança, levando apoio dos sindicatos CUTistas aos professores municipais e colocando a estrutura da Central a serviço do movimento, cujo sucesso é importante para dar um salto de qualidade na educação e para melhorar a qualidade de vida dos profissionais do setor.

Lei do Piso do Magistério

Promulgada em 2008, a Lei 11.738/08, que estabelece o Piso Nacional do Magistério, ainda não é aplicada em todos os estados brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, penas Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem a lei na totalidade (clique aqui para ver levantamento completo).

Conforme a legislação vigente, a correção do Piso do Magistério reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Neste ano, o cálculo para reajuste do Piso foi de 8,32%.

Fonte: Secretaria de Comunicação da CUT Brasília

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